A Rockfeller Language Center pretende chegar a 112 escolas até o fim de 2026, ante as mais de 100 unidades que mantém atualmente no Brasil. Para avançar, a rede concentra parte da expansão no Sudeste e combina a abertura de franquias com a conversão de escolas de idiomas já existentes.
São Paulo está entre os principais mercados desse plano. A estratégia contempla a capital, a Grande São Paulo, com cidades como Guarulhos, e municípios do interior, entre eles, Campinas. Em Minas Gerais, a rede aposta em um caminho diferente para ganhar capilaridade: incorporar escolas independentes à sua estrutura.
O movimento acompanha a projeção de crescimento da própria empresa. Depois de encerrar 2025 com faturamento de R$ 85 milhões, a Rockfeller estima avançar 20% neste ano.
"Estamos olhando para mercados que apresentam demanda por ensino de idiomas, mas que ainda têm espaço para receber marcas estruturadas e metodologias de qualidade", afirma ndré Belz, CEO da Rockfeller Language Center. Segundo o executivo, o objetivo da empresa é crescer de forma consistente, "escolhendo os formatos mais adequados para cada mercado e oferecendo ao empreendedor o suporte necessário para transformar essa oportunidade em um negócio sustentável".
Conversão de bandeira em Minas Gerais
Em Minas Gerais, a Rockfeller pretende acelerar sua presença por meio da conversão de escolas de bandeira branca. Nesse modelo, negócios que já atuam no ensino de idiomas podem migrar para a rede sem partir de uma operação do zero.
A escola passa a incorporar a marca Rockfeller, além da metodologia, dos processos e do suporte da franqueadora. A estrutura física e a operação já existentes são aproveitadas no processo de conversão.
Para a rede, a estratégia abre uma alternativa de expansão em mercados nos quais já existe demanda pelo ensino de idiomas e permite utilizar negócios estabelecidos como ponto de partida para aumentar sua presença.
Cidades menores entram no radar
Outra frente de crescimento são as pequenas e médias cidades. Para esses mercados, a Rockfeller trabalha com um modelo de microfranquia destinado, entre outros perfis, a professores e empreendedores interessados em ingressar no setor educacional.
A proposta é reduzir a barreira de entrada e levar uma operação estruturada a localidades que nem sempre contam com grandes redes de idiomas.
“Queremos expandir nossa presença para pequenas e médias cidades, que têm grande potencial no setor educacional. Muitas dessas regiões apresentam uma demanda crescente por ensino de idiomas de qualidade, mas ainda carecem de escolas estruturadas e metodologias eficazes", explica o CEO da companhia.
De acordo com Belz, o modelo de microfranquias é uma solução acessível para professores e empreendedores que desejam investir em um negócio sólido e de impacto. "Ao mesmo tempo, seguimos apoiando nossos franqueados para que cresçam com eficiência e entreguem um ensino diferenciado aos alunos”, pontua.
Fundada em 2004, em Santa Catarina, a Rockfeller abriu sua primeira franquia dois anos depois e passou a atuar como franqueadora em 2008.
Inteligência artificial integra modelo de ensino
A expansão também é acompanhada por mudanças na metodologia. Desde 2024, a rede utiliza recursos de inteligência artificial voltados à prática de conversação e pronúncia, personalização e acompanhamento da evolução dos alunos.
As ferramentas digitais são combinadas a aulas imersivas, turmas reduzidas e foco em conversação. A empresa oferece ensino presencial e também aulas 100% online com professores ao vivo.
“A tecnologia é uma ferramenta para potencializar o ensino, não para substituir o professor", justifica Bellz. "Nosso desafio, agora, é levar essa combinação entre metodologia, tecnologia e interação humana para um número cada vez maior de cidades brasileiras”, conclui o CEO.
Competitividade no setor de Franquias de Educação
O avanço ocorre em um segmento que reúne 242 redes e mais de 17 mil operações, responsáveis por cerca de 196 mil empregos diretos, segundo o Diagnóstico Setorial de Educação 2025 da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Em 2024, as franquias de Educação faturaram R$ 15,5 bilhões, crescimento de 9%.
Para investir
Modelo P: R$295 mil (investimento inicial)
- Taxa de franquia: R$ 45 mil
- Capital de giro: R$100 mil
- Instalação: R$150 mil
- Ponto de equilibro: 4 a 6 meses (depende do perfil do investidor: mais comercial ou conservador)
- Prazo de Retorno de Investimento: 18 a 30 meses
- Faturamento médio: R$ 50 mil a R$ 120 mil por mês
- Lucro médio mensal: R$ 15 mil a R$ 50 mil por mês
- Faturamento anual: R$ 600 mil a R$ 1,4 milhão
Modelo M: R$425,00 mil (investimento inicial)
- Taxa de franquia: R$ 55 mil
- Capital de giro: R$170 mil
- Instalação: R$ 200 mil
- Ponto de equilibro: 6 a 10 meses (depende do perfil do investidor: mais comercial ou conservador)
- Prazo de Retorno de Investimento: 18 a 30 meses
- Faturamento médio: R$ 90 mil a R$ 180 mil por mês
- Lucro médio mensal: R$ 30 mil a R$ 60 mil por mês
- Faturamento anual: R$ 1,08 milhão a R$ 2,1 milhões
Modelo G: R$565 mil(investimento inicial)
- Taxa de franquia: R$ 65 mil
- Capital de giro: R$ 250 mil
- Instalação: R$ 250 mil
- Ponto de equilibro: 6 a 12 meses (depende do perfil do investidor: mais comercial ou conservador)
- Prazo de Retorno de Investimento: 18 a 30 meses
- Faturamento médio: R$ 100 mil a R$ 250 mil por mês
- Lucro médio mensal: R$ 25 mil a R$ 90 mil por mês
- Faturamento anual: R$ 1,2 milhão a R$ 3 milhões
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