Dia da Consciência Negra: empreendedores negros chegam a 52% à frente de negócios no País

Dados foram computados pelo Sebrae por intermédio do Atlas dos Pequenos Negócios 2022

Dia da Consciência Negra: empreendedores negros chegam a 52% à frente de negócios no País

Segundo o Atlas dos Pequenos Negócios 2022, relatório divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, no quarto trimestre de 2021, cerca de 52% de donos de negócio se auto classificavam como negros, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, trata-se da soma de pretos e pardos. A proporção desses empreendedores é significativamente maior nas regiões Norte e Nordeste em comparação com Sudeste e Sul. Estados como Amazonas e Acre, por exemplo, o total chega a 84%, enquanto em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, eles são em 15%. Neste dia da Consciência Negra, confira sete histórias de empreendedores de sucesso: 

Márcio Flávio Reis, de 56 anos, se considera uma pessoa que “venceu na vida”. Após se aposentar, com 50 anos, foi apresentado por um amigo a Anjos Colchões & Sofás, rede especializada em colchões e estofados. Foi naquele momento que resolveu empreender e virar dono do seu próprio negócio. Mas, antes disso, como boa parte dos brasileiros, Reis começou “de baixo”. Ainda menino, perdeu o pai, o que o levou a começar a trabalhar aos 11 anos como entregador de farmácia. De lá para cá fez um pouco de tudo até se tornar gerente regional de uma loja de departamentos por 28 anos. Para ele, empreender é um desafio. “Não temos mais horário fixo e é preciso estudar muito. O lado bom é que o empreendedorismo abre a mente e permite recomeçar do zero. Ao mesmo tempo que é desafiador, também é muito gratificante. Meu conselho para quem está começando é estar aberto a aprender”, diz. 

A baiana Clara Ferreira, 48 anos, cresceu em Salvador e trabalha como geógrafa na área de meio ambiente e geoprocessamento. Com medo de ser demitida por conta da privatização, abriu uma franquia da Yes! Cosmetics, segmento pelo qual é interessada como consumidora desde criança. “Como já usava os produtos da marca, sabia da qualidade e por isso confiei em abrir um negócio com essa parceria”, conta. Ela explica que como mulher, preta e periférica, sofreu na pele todas as mazelas que a condição coloca às brasileiras. “Só me dei conta disso recentemente e agora consigo fazer uma reflexão maior sobre o que vivi. Cresci num bairro da periferia e credito todo o meu crescimento aos estudos. Sempre fui muito aplicada e contei com pais que me apoiaram nesse sentido. Principalmente a minha mãe, que era professora e criou em casa um ambiente de aprendizagem constante e incentivou tanto a mim, quanto aos meus irmãos, sobre a necessidade de estudar. O estudo me proporcionou ter uma boa colocação no mercado e trilhar um caminho de crescimento”.

Natália Pereira, 36 anos, é relações públicas e viu sua vida mudar após enxergar na Maria Brasileira, maior rede de franquias de serviços de limpeza residencial e empresarial do Brasil, a oportunidade de ser dona do seu próprio negócio e conciliar a carreira profissional com a tão sonhada maternidade. “Atuei durante nove anos em uma franqueadora, mas chegou o momento em que considerei a questão familiar e a maternidade. Analisei as possibilidades e, como aquele ambiente não seria acolhedor com uma mulher grávida, decidi empreender. Acredito que existem inúmeros desafios para nós, então, a dica que eu tenho é estudar muito e buscar conhecimento. Isso é libertador e pode determinar o crescimento ou a morte do seu negócio”, afirma a multifranqueada responsável pelas unidades nos municípios de Bauru, Lençóis Paulista, Lins e Bady Bassit, todos em São Paulo.

Daniela Masada, 35 anos, deixou o emprego em uma empresa multinacional de RH, na qual era CLT, para se aproximar da filha e manter algum trabalho que pudesse ser feito em casa. Fez um curso de confeitaria e começou a vender doces gourmet em restaurantes. Nesse mesmo período, seu irmão Danilo, pesquisando algumas franquias, encontrou o Emagrecentro, uma rede que conheceu quando sua esposa realizou o método 4 fases. Juntos, como sócios, inauguraram a unidade de Ferraz de Vasconcelos (SP) há três anos. “Virar empreendedora mudou minha vida! Hoje tenho mais tempo com a minha filha, comecei a cursar nutrição e abraço todos os desafios de ter o meu próprio negócio. Aqui priorizamos transmitir a nossa essência para os nossos colaboradores para que o atendimento seja um diferencial e uma marca registrada para cada um de nossos clientes. Isso reflete no bom faturamento por meio do nosso trabalho e empenho diário”, explica.

O economista Glaucio José de Araújo, 46 anos, trabalhava em uma multinacional quando decidiu empreender. Detinha pequenas participações em empreendimentos de outras pessoas quando conheceu a OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas, em uma feira de franquias. “O desafio foi imenso, primeiro porque era uma área nova e precisei estudar bastante, desde o modelo de franquia, o setor de odontologia e o formato do negócio, que já era reconhecido e ajudou muito”, explica. Mas nem tudo foi fácil e, ao assinar o contrato e se preparar para a reforma, veio a pandemia, que parou com tudo. Seis meses depois, quando pode retomar, enfrentou mais um problema, dessa vez com o fornecimento de matéria prima. “Hoje em dia tenho certeza que tudo valeu a pena, ainda mais por ser um segmento de odontologia, dando muito mais solidez para o empreendimento”, finaliza Glaucio.

Jairo Rocha, de 37 anos, estava no último semestre da graduação em música quando resolveu que era a hora de virar a chave e apostar no empreendedorismo. Proprietário de duas unidades em Campinas (SP) da Casa de Bolos, rede pioneira em bolos caseiros, ele relata que o começo da jornada não foi tão fácil. “Eu morava em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, mas, quando tomei a decisão de ser franqueado, mudei para Campinas. Esbarrei em muitas dificuldades burocráticas no início, mas como sou de uma família empreendedora, já sabia qual o caminho que tinha pela frente”. Com a vida tomando outros rumos, o empreendedorismo levou Jairo a cursar outra graduação, desta vez de administração, na qual já está concluindo o último semestre. “Ter meu negócio me fez ver o que realmente gosto: acompanhar uma empresa ganhando forma e mudando para melhor. Por precisar entender mais sobre minhas lojas, comecei a fazer administração e me encontrei cada vez mais no que faço”, compartilha. 

Para a administradora de empresas Fernanda Souza, de 35 anos, o empreendedorismo sempre fez parte dos seus sonhos. Franqueada da Mais1 Café, maior rede de cafés especiais do Brasil, na cidade de Araxá (MG), Fernanda é graduada desde 2008 e, ao longo da vida, buscou atuar em empresas para ganhar experiência. Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, ela e o marido, Rafael Menezes, de 36 anos, entenderam que era hora de fazer algo diferente. “Nós dois cursamos a mesma turma durante a faculdade e, desde aquela época, sonhávamos em ter o nosso negócio”, conta. Agora, quer investir em capacitação para aprimorar o seu dia a dia. “Estou em uma fase de aprendizado, porque conheço as teorias, mas a prática é muito diferente. Quero fazer cursos para me profissionalizar ainda mais sobre a parte de vendas e de gestão”, finaliza. 

 

Fonte:

Divulgação

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