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Franquias brasileiras crescem 9,3% no 2° trimestre, aponta ABF

Com alta de 17,6%, Limpeza e Conservação é o segmento que mais avança

Franquias brasileiras crescem 9,3% no 2° trimestre, aponta ABF
Redação Publicado em 22 de Setembro de 2026 às, 10h40.

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O mercado de franquias brasileiro registrou um crescimento nominal de 9,3% no 2° trimestre, alcançando faturamento de R$ 76,3 bilhões, de acordo com a Pesquisa Trimestral de Desempenho da Associação Brasileira de Franchising (ABF). No semestre, o crescimento foi de 9,7%, com faturamento de R$ 149 bilhões.

Limpeza e Conservação, que avançou 17,6%, é o segmento de maior destaque. A expansão das lavanderias expressas e de autosserviço, somada ao avanço dos serviços de limpeza profissional sustentam o desempenho. O mercado de trabalho mais aquecido, a redução do tempo disponível para tarefas domésticas e as mudanças no perfil das moradias urbanas têm favorecido a terceirização dessas atividades, reforçando a demanda por serviços mais práticos e acessíveis.

Em seguida, vem Saúde, Beleza e Bem-Estar, com crescimento de 15,2%, impulsionado pela expansão dos cuidados pessoais, atividades físicas e serviços odontológicos, refletindo o avanço do conceito de wellness na vida dos consumidores e nas redes sociais. Casas de repouso e serviços de cuidadores também ganham espaço com o envelhecimento da população e a maior demanda por atenção especializada, enquanto a rotina mais intensa das famílias estimula a busca por praticidade na assistência aos idosos.

O terceiro destaque no 2° trimestre foi Alimentação – Foodservice, com um avanço de 13,7%. Sorveterias e restaurantes de serviço rápido foram as principais alavancas deste desempenho, favorecidos pela busca do consumidor por conveniência, preços competitivos e refeições práticas no dia a dia, incluindo o delivery.

Crescendo acima da média do setor, aparecem ainda os segmentos de Entretenimento e Lazer (12,1%) e Educação (11,8%). 

Franchising cresce apesar da pressão econômica

A ABF destaca que este resultado foi obtido em um ambiente marcado por juros elevados, inflação ainda pressionada, restrição de crédito, endividamento das famílias e com a atividade econômica geral em ritmo menor, o que pressiona o caixa das redes e demanda disciplina financeira. Mesmo assim, o franchising continuou crescendo acima da economia brasileira.

Para o presidente da entidade, Tom Moreira Leite, poucos setores possuem uma presença tão abrangente na vida das pessoas. “O franchising está em, praticamente, todas as etapas da jornada de consumo do brasileiro, especialmente nos itens de primeira necessidade, como alimentação, vestuário, educação, saúde e serviços".

O executivo reforça a importância do setor como gerador de empregos, renda, oportunidades de empreendedorismo assistido e acesso padronizado a produtos e serviços em milhares de municípios pelo País. "É importante destacar também o acesso a tecnologias e sistemas que, isoladamente, um empreendedor dificilmente teria acesso”, diz Leite.

“Em um contexto de maior racionalidade nos gastos, continuam crescendo os negócios ligados à conveniência, bem-estar e necessidades recorrentes. O consumidor pode adiar a compra de bens duráveis, mas continua frequentando farmácias, academias, clínicas, lavanderias, minimercados, cafeterias e serviços de alimentação. Essas franquias têm um denominador em comum: economizam tempo e simplificam a vida das pessoas. O consumidor moderno valoriza cada vez mais conveniência, proximidade e praticidade”, destaca o presidente da ABF.

Outro fator importante para o desempenho do setor é a resiliência do mercado de trabalho brasileiro. As projeções para 2026 apontam crescimento do PIB de 2,2%, geração de aproximadamente 1,24 milhão de empregos formais e taxa de desemprego próxima de 5,3%.

Empreendedorismo com menor risco

Em um ambiente econômico mais complexo, o franchising também segue atraindo novos empreendedores. Marcas consolidadas, processos testados, treinamento contínuo, cadeia estruturada de suprimentos, compartilhamento de recursos tecnológicos e suporte permanente tornam o modelo uma opção para quem busca empreender com menor risco.

Não por acaso, o setor encerrou o trimestre com mais de 207,2 mil operações em funcionamento, 6.652 a mais do que no 2° trimestre de 2025, e aproximadamente 1,803 milhão de empregos diretos, 58.566 a mais do que no período anterior.

Perspectivas para 2026

Apesar dos desafios relacionados ao custo de capital, à transição da reforma tributária e à pressão sobre alguns insumos, a expectativa para o restante do ano permanece positiva. A combinação entre consumo doméstico resiliente, crescimento dos serviços de conveniência, digitalização e expansão do empreendedorismo deve continuar impulsionando o desempenho das redes.

“O franchising brasileiro cresce porque acompanha as transformações da sociedade. Quanto mais as pessoas buscam praticidade, conveniência, qualidade e confiança, mais relevante o setor se torna. Hoje ele faz parte do cotidiano dos brasileiros e essa é a principal razão de sua resiliência e capacidade de expansão”, conclui Tom Moreira Leite.

Metodologia 

A Pesquisa de Desempenho do Franchising referente ao 2º trimestre de 2026 envolveu uma base amostral com redes respondentes que representam aproximadamente 41% do faturamento e 34% das operações do setor.

Abrangendo o mercado como um todo, inclusive não associados, os números do desempenho do setor de franquias são apurados em pesquisa por amostragem, cruzados com levantamentos feitos por entidades representantes de setores correlatos ao sistema de franquias, órgãos de governo, instituições parceiras e de ensino, refletindo o universo total das marcas de franchising que operam no Brasil.

Auditados por empresa independente, os dados divulgados pela ABF são referência para órgãos governamentais de diversas esferas, entidades internacionais do franchising, como World Franchise Council (WFC), Federação Ibero-Americana de Franquias (FIAF) e instituições financeiras.

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