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Camerite quer abrir mais de 50 franquias com modelo de segurança inteligente

Para crescer, a rede catarinense aposta em câmeras com IA para monitoramento, alertas e apoio à gestão de negócios

Camerite quer abrir mais de 50 franquias com modelo de segurança inteligente
Redação Publicado em 01 de Junho de 2026 às, 12h00.

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A Camerite, rede catarinense de franquias especializada em tecnologia de inteligência sobre vídeos, pretende abrir mais de 50 operações ainda este ano e ultrapassar 170 unidades nos próximos meses. Atualmente, a empresa conta com 120 franquias ativas e aposta em um modelo que combina presença local, integração com câmeras já existentes e análise de imagens por inteligência artificial para atender empresas, governos e estabelecimentos comerciais.

Com sede em Joinville, a rede atua com soluções de monitoramento que vão além da segurança tradicional. A tecnologia permite analisar imagens em tempo real, emitir alertas para situações consideradas fora do padrão e apoiar decisões operacionais em ambientes como lojas, espaços públicos, empresas e locais de grande circulação.

O modelo de franquias é um dos pilares da estratégia de expansão da Camerite. Segundo a empresa, a atuação por meio de unidades locais facilita a participação em licitações municipais e estaduais, especialmente, em projetos de segurança pública, ao mesmo tempo em que mantém padronização tecnológica e suporte centralizado.

Outro ponto relevante para a escalabilidade do negócio é a possibilidade de integração com diferentes marcas de câmeras, o que permite aproveitar equipamentos já instalados pelos clientes.

A plataforma está presente em mais de 500 municípios e integrada a mais de 50 projetos governamentais. De acordo com os dados divulgados pela rede, são cerca de 300 mil usuários ativos e mais de 25 mil pontos de monitoramento. 

Reestruturação e reposicionamento de marca

À frente da empresa, o CEO Vinicius Romano lidera uma reestruturação com investimentos em Produto & Tecnologia, Marketing, Comercial, Serviços e Governo.

A companhia também afirma ter reforçado parcerias tecnológicas, projetos voltados ao setor público e reaproximação com entidades representativas, como a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança.

“Hoje, grande parte das imagens captadas ainda é subutilizada. Nosso objetivo é extrair inteligência desses dados para antecipar situações de risco e permitir respostas antes que o crime aconteça”, afirma o executivo.

Como o monitoramento funciona

Na prática, a inteligência artificial faz uma análise prévia das imagens e envia os alertas para uma equipe humana confirmar.

A proposta é identificar padrões de comportamento fora do comum, como permanência prolongada próxima a um local, aproximação de vitrines ou observação insistente do interior de um estabelecimento. A partir disso, o sistema pode gerar alertas em tempo real para permitir uma reação rápida.

Segundo a Camerite, essa atuação busca coibir possíveis ocorrências e apoiar a tomada de decisão, sem substituir a avaliação humana. A companhia afirma que a operação é feita de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados e demais dispositivos legais.

Aplicação no varejo

O uso das câmeras também pode atender demandas operacionais do varejo. Em estabelecimentos comerciais, por exemplo, a tecnologia pode ser aplicada para contagem de pessoas, identificação de horários de maior movimento e detecção de filas ou aglomerações. Esses dados ajudam empresários a ajustar equipes, abrir caixas em momentos de pico e melhorar o atendimento ao consumidor.

“Basicamente, o empreendedor é avisado instantaneamente por um alerta caso o estabelecimento esteja com muita fila no pagamento. Isso ajuda a pensar em soluções rápidas que possam resolver o problema e evitar a perda de clientes. O empresário pode realocar alguém para agilizar o empacotamento das compras, abrir um outro caixa de forma momentânea ou até ele mesmo ir para contornar esse problema”, explica Romano.

A contagem de pessoas é outra aplicação citada pela empresa. O sistema pode indicar o número de clientes por intervalo de tempo e ajudar o empreendedor a identificar períodos de maior fluxo.

“Às vezes você quer saber qual é o horário específico de maior movimento na sua empresa. Esse sistema faz a contagem e avisa sobre o número de clientes por intervalo de tempo, o que acelera a busca por métodos a serem usados nesse período de pico. É uma forma de garantir melhor atendimento nos momentos de mais necessidade”, completa.

A empresa também desenvolve soluções adicionais, como leitura de placas, reconhecimento facial, detecção de pessoas e objetos, análise comportamental, detecção de quedas e monitoramento de aglomerações.

Em uma aplicação recente, segundo a Camerite, a tecnologia criou uma espécie de “cerca digital” ao redor de um estabelecimento comercial, identificando permanência prolongada e comportamentos atípicos antes de uma possível ocorrência.

Tecnologia e legislação

Mesmo com o avanço da tecnologia, o uso de monitoramento por câmeras exige cuidados legais e de transparência. Romano afirma que os clientes precisam ser informados sobre o monitoramento e que os estabelecimentos devem reforçar a proteção das imagens coletadas.

“O cliente precisa saber que, ao entrar na loja, poderá ser monitorado com o objetivo de melhorar o fluxo e o atendimento. Também é essencial que os estabelecimentos reforcem a proteção dessas imagens”, afirma o CEO.

Segundo a empresa, a atuação conjunta com autoridades já contribuiu para gerar cerca de R$ 30 milhões em prejuízo ao crime organizado, além de colaborar para a apreensão de mais de 10 toneladas de drogas.

Para Romano, a tecnologia deve ampliar o papel das câmeras nos negócios e na segurança pública. “Mais do que registrar o que já aconteceu, queremos prever, organizar dados e apoiar decisões em tempo real. A segurança do futuro é aquela que evita o crime antes mesmo que ele aconteça”, conclui.

Para investir na Camerite

A franquia da Camerite opera no modelo SaaS, com receita recorrente por assinaturas mensais de clientes e atuação nos mercados B2B, B2G e B2C. A operação é voltada à comercialização de soluções de videomonitoramento inteligente, com uso de inteligência artificial para análise de imagens, alertas em tempo real, armazenamento em nuvem e integração com câmeras e DVRs já existentes.

Segundo a franqueadora, o modelo não exige loja física, pode funcionar em home office e conta com treinamento técnico e comercial, materiais de marketing, apoio à prospecção, acesso à plataforma proprietária, acompanhamento de performance e suporte técnico contínuo.

Raio-x da franquia

  • Modelo de negócio: SaaS + franquias;
  • Públicos atendidos: empresas, governos e consumidores finais;
  • Investimento inicial: a partir de R$ 39 mil;
  • Faixas de investimento: de R$ 39 mil a R$ 70 mil; de R$ 71 mil a R$ 100 mil; acima de R$ 100 mil;
  • Modelo de receita: recorrente, por assinaturas mensais;
  • Faturamento projetado: recorrência mensal de cinco dígitos, conforme o porte da operação;
  • Loja física: não obrigatória;
  • Franquias ativas: mais de 100 no Brasil;
  • Suporte ao franqueado: treinamento, marketing, prospecção, plataforma proprietária, acompanhamento de performance e suporte técnico contínuo;
  • Possibilidades de atuação: empresas, comércio, indústria, serviços, segurança pública, governos, residências e projetos regionais; e
  • Diferenciais operacionais: integração com câmeras multimarcas, armazenamento em nuvem, alertas em tempo real, contagem de pessoas, leitura de placas, detecção de intrusão, reconhecimento facial e análise forense de vídeo

Imagem: Divulgação

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