Setor de serviços representa quase 70% do PIB brasileiro

Diferente do que muitas pessoas pensam, o desenvolvimento econômico do Brasil tem sido impulsionado nos últimos tempos não mais pela atividade industrial, mas principalmente pelo setor de serviços. Com amplo crescimento, o segmento apresentou a maior expansão em 8 meses em dezembro de 2012, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI - sigla em inglês), realizada pelo Markit Economics, provedor global e independente de algumas das pesquisas de negócios mais influentes do mundo. Em dezembro, o indicador atingiu 53,5, um aumento considerável se comparado aos 52,5 registrado em novembro. O setor manteve-se pelo quarto mês seguido acima da marca de 50, que separa crescimento de contração. De acordo com o Markit, quase 18% das empresas monitoradas indicaram uma produção mais alta, citando aumento no volume de entrada de novos negócios pelo quarto mês seguido e no ritmo mais rápido desde abril.

Com diversos tipos de negócios e necessidade de investimentos mais baixos, comparado às empresas que trabalham com produtos, o setor de serviços representa atualmente quase 70% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e é considerado o maior empregador do país, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já a indústria foi o setor que mais puxou para baixo o desempenho da economia brasileira. Otimistas diante deste cenário, empreendedores têm investido cada vez mais no setor de serviços, que abrange diversas áreas de atuação e diferentes modelos de negócios. Confira, abaixo, algumas empresas de diferentes ramos que obtiveram sucesso em seus negócios.

Alimentação: está entre os segmentos que mais cresceu no setor de serviços
"O segmento que mais cresceu no setor de serviços é o de alimentação, que representa 19,4% do mercado e um aumento anual de 3,3%", comenta Márcio Rangem, master franqueado da Empada Brasil, uma das maiores redes de empadaria do País, que já conta com 66 unidades em funcionamento. "A Empada Brasil sempre se destacou como uma opção muito vantajosa no ramo de franquias de alimentos. Nosso novo modelo de negócios no formato de quiosque nos possibilita ampliar nossa presença e gerar mais postos de trabalho para o setor".

Tecnologia: dentro de seis meses haverá um computador para cada brasileiro
Outro segmento que deve ficar bastante em evidência é o da tecnologia da informação. Sem retração, os serviços de tecnologia no país alavancam o PIB. Dados do IBGE mostram que o segmento de serviços de informação avançou 4,9% em 2011, acima da alta do PIB do país, que ficou em 2,7. Por todos esses fatores, a Sr. Computador, fundada em 2012, pretende ganhar território nacionalmente neste ano, projetando lançar 200 unidades. “Profissionais de informática estão entre os mais procurados pelo mercado e o Brasil é um dos maiores consumidores de equipamentos na área, com significativa popularização de computadores, incluindo notebooks, ultrabooks e outros. Além disso, praticamente todas as empresas possuem máquinas que, fatalmente, necessitam de manutenção”, explica Gustavo Freitas, um dos diretores de rede de franquias especializadas em manutenção e reparo de redes e computadores para empresas e domicílios. Em apenas cinco meses, já são 18 unidades comercializadas no estado de São Paulo.

Dados da consultoria IDC Brasil (International Data Corporation) revelaram aumento do número de computadores vendidos no primeiro semestre de 2012: foram 7,8 milhões de máquinas comercializadas no país. Em abril de 2012, pesquisa divulgada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) afirmava que o Brasil já possuía 99 milhões de PCs em uso, somados os utilizados em ambientes corporativo e doméstico. Estatisticamente, isso representa um computador para cada dois habitantes. Contudo, o cenário deverá ser diferente dentro de seis anos. Segundo o estudo, nesse período, deverá se chegar a um computador para cada brasileiro.

Limpeza: PEC das domésticas trará mais profissionalização ao setor
Considerado um dos que mais emprega no país, o mercado de limpeza profissional já é uma tendência no Brasil e movimentou em 2010, recursos da ordem de R$ 15 bilhões, segundo dados de um estudo encomendado pela Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp).  Com a criação da PEC das Domésticas (Proposta de Emenda à Constituição 478/2010), que irá garantir diversos benefícios aos cerca de 6,6 milhões de trabalhadores domésticos existentes, a tendência para o mercado de limpeza é a profissionalização. Ocorre que a mudança pesará no orçamento de algumas famílias. Assim uma alternativa às pessoas que precisam desses serviços são as empresas especializadas em limpeza profissional, como é o caso da House Shine.

"O mercado de limpeza é bastante amplo e representa uma necessidade comum em todas as residências e espaços comerciais e corporativos. A House Shine veio com o objetivo de profissionalizar este setor, oferecendo aos profissionais todos os direitos que merecem ao mesmo tempo em que proveem um serviço de qualidade à população", declara Cândido Mesquita, fundador da House Shine. Com pouco mais de 4 meses de atuação, a rede já conquistou 60 unidades e um faturamento de R$ 11 milhões. Para 2013, a meta é ainda mais ousada, a companhia pretende atingir um total de 360 unidades e faturar R$ 92 milhões.

Saúde e Beleza: Brasil é o segundo maior mercado de estética do mundo
Um mercado que está constantemente em evolução, mas que não é novidade para ninguém é o voltado à saúde e beleza, que tem crescido em torno de 10% ao ano no Brasil. O faturamento do setor, em 2011, foi de R$ 40 bilhões e, em três anos, deve chegar a R$ 50 bilhões. A D’pil, rede de franquias referência nacional no segmento de fotodepilação por Luz Intensa Pulsada, por exemplo, já possui mais de 460 pontos pelo Brasil e mais de 30 no exterior. "O Brasil possui economia forte e crescente, além de possuir um público investidor bastante interessante e ser o segundo maior mercado de estética do mundo, que movimentou quase 140 bilhões de reais em 2011”, afirma Marlon Sampaio, diretor geral da empresa.

Seguros: todas as pessoas possuem ao menos um seguro
De acordo com um levantamento feito pelo Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP), só no primeiro semestre de 2012, o setor de seguros faturou R$ 45 bilhões. Esse valor significa um crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Voltada exclusivamente ao mercado de seguros, a Seguralta possui mais de 40 anos. Desde então, já conquistou mais de 350 franqueados pelo país. Em 2011, ficou entre as dez franqueadoras que mais comercializaram unidades, com 117 no total. "O ramo de seguros é amplo e diversificado e praticamente todas as pessoas possuem ao menos um seguro", ressalta Reinaldo Zanon Filho, presidente da Seguralta.

Construção Civil: setor deve movimentar mais de R$ 100 bilhões em 2013
Segundo estudo realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a construção civil movimentará, em 2013,  mais de R$ 100 bilhões, valor bastante superior ao registrado em 2003, quando movimentava R$ 2,3 bilhões ao ano. Mais maduro, o setor irá demandar mais inovação para aumentar sua produtividade. A Doutor Resolve foi fundada em 2010, logo após seu fundador, David Pinto, realizar uma reforma mal sucedida em seu apartamento. “Ao contrário do que eu imaginava, a mão de obra contratada na época não era capacitada. A reforma do meu apartamento atrasou e o meu orçamento excedeu, um problema pelo qual muitos proprietários de imóveis já passaram. Foi naquele período que pesquisei sobre o déficit de profissionais no mercado e decidi, poucos meses depois, lançar a Doutor Resolve”, conta o empresário. Especializada em reparos e reformas em imóveis comerciais e residenciais, a Doutor Resolve conta com 550 unidades espalhadas em todo país.

Educação: aumento no setor de serviços demanda cada vez mais mão de obra qualificada
Uma das maiores preocupações no setor de serviços é com relação à contratação de pessoas. Os setores que mais sofrem com isso é o da construção civil. Segundo pesquisa realizada recentemente pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), cerca de 70% das empresas no Brasil sofrem com a falta de mão de obra no setor da construção civil. Ainda mais alarmante é o número de contratados que obtiveram formação profissional anterior: apenas 18%. "Mesmo em crescimento, a construção civil ainda sofre com a escassez de mão de obra qualificada, o que tem impacto na qualidade e agilidade para entrega das obras", explica David Pinto, fundador do Instituto da Construção.

Pioneiro em cursos profissionalizantes para o setor da construção civil, o Instituto da Construção finalizou 2012 com 60 unidades e faturamento de R$ 6 milhões. Para 2013 a expectativa é conquistar mais 200 unidades e faturamento de R$ 30 milhões. Os bons resultados se devem ao rápido crescimento do setor no Brasil, impulsionado principalmente pelo "boom" imobiliário nos últimos anos, pelas obras de infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento) e aquelas destinadas aos grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Além da construção civil, esses importantes eventos esportivos também irão demandar mão de obra qualificada em diversas outras áreas.

Em plena fase de expansão, o mercado de cursos profissionalizantes recebeu este ano mais uma forte marca, a Evolute Cursos Profissionalizantes, uma das principais escolas de cursos profissionalizantes do país, oferecendo formação nas principais áreas do mercado de trabalho, tais como informática, marketing, finanças, design, além de setores específicos como os de petróleo e gás, sucroalcooleiro e turismo. A Evolute é parte do Grupo VA, que em 2010 lançou também a Pop Idiomas, que oferece curso de inglês a preços populares. Segundo os sócios Vinícius Almeida e Alexandre Loudrade, o objetivo das duas escolas é oferecer às pessoas a possibilidade de se capacitarem para o mercado de trabalho através de um sistema individualizado, interativo e acessível.

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