Pará é um dos cinco estados que deve se recuperar da pandemia até o final de 2021

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio de Janeiro são os outros estados que devem atingir o PIB pré Covid-19

 

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio de Janeiro são os outros estados que devem atingir o PIB pré Covid-19

 

A Covid-19 transformou os mais diversos setores da Saúde e Economia. Os reflexos no Brasil serão sentidos até o final de 2021. Um estudo realizado pela Tendências Consultoria Integrada, apenas cinco dos 26 estados e Distrito Federal, conseguirão recuperar-se projetando alta do Produto Interno Bruto. Dos cinco, três estão no Centro-Oeste. Rio de Janeiro e Pará completam a lista. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás serão os destaques em razão dos recordes de exportações de commodities agrícolas (agro negócio), minérios, agropecuária e o setor de serviços. A expectativa para o Pará é crescimento de 1.5% até dezembro de 2021. 

 

No olho do furacão ao longo da pandemia no Brasil, o estado do Pará, que passou por lockdown, tem motivo para comemorar no campo econômico. A Junta Comercial do Pará (Jucepa) divulgou o aumento de novas empresas entre janeiro e maio deste ano, assim como a redução do fechamento das mesmas. Nos cinco primeiros meses do ano, 13.040 microempreendedores individuais foram registrados, assim como 1.546 microempresas e 483 companhias de pequeno porte. A alta de 12,8% na criação de novas empresas no comparativo ao mesmo período do ano passado, e redução de 25,3% de fechamento, são alentos para a economia paraense. Em junho, o estado do Norte do país contribuiu com saldo positivo na geração de empregos formais Dados do Dieese-PA apontam que o estado ficou entre os cinco primeiros na formalização de empregos de Carteira de Trabalho assinada em julho, o melhor resultado dos últimos dez anos. 

 

O segmento de franquias no Nordeste representava 12% no faturamento nacional em 2018. O crescimento exponencial pode ser comprovado ano passado quando o setor atingiu 20% do faturamento do franchising no Brasil. Enquanto Recife e Fortaleza são duas das capitais que o franchising pode explorar a expansão, uma vez que 5% do comércio varejista está ligada sistema, Belém deu um salto de 10% no terceiro trimestre do ano retrasado na comparação com o mesmo período de 2017. A capital paraense, no primeiro semestre do ano passado, saiu da vigésima oitava posição para a décima sétima me relação ao surgimento do número de novas marcas, segundo pesquisas e estudos da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Belém é a décima terceira cidade dentre 30 com o maior número de unidades em operação. 

 

Franqueada da Não+Pelo, desde 2012, em Belém, Sinamara Rolo, ampliou sua unidade no final do ano passado, mas foi impactada, como todos os empreendedores, pela pandemia do Covid-19. Ela, que atingiu o ponto de equilíbrio do investimento em 2014, assim como projetava a Não+Pelo, não ficou de braços cruzados esses meses. Para diminuir o prejuízo da unidade fechada por determinação do Governo Estadual e instituições e organizações de Saúde, Sinamara correu contra o tempo e conseguiu realizar vendas online.

 

"Em 2019, conseguimos alta de 15% em relação ao ano retrasado. O otimismo bateu à porta, mas a pandemia freou o objetivo no primeiro semestre, até porque ampliamos nossa unidade com a colocação de mais uma cabine para atender a demanda na capital paraense. Na tentativa de atenuar o prejuízo com a unidade fechada, fiz uma parceria com a empresa de máquinas de pagamento Cielo que eu utilizo para fazer vendas online. A parceria gera um link no qual os clientes podem acessar depois do envio pelas redes sociais ou aplicativo WhatsApp. Internamente, com o suporte da direção da Não+Pelo Brasil, a unidade de Belém está preparada para atender a possível alta demanda assim que a retomada econômica voltar ao normal", disse a franqueada. 

 

Franchising

Atualmente, nas regiões Norte e Nordeste, as franquias preferidas para investidores são Beleza, Estética, Saúde e Bem-Estar (27,4%), Alimentação (23,3%) e Moda (12,7%). Os números podem explicar a relação destes segmentos com a cultura de praia das regiões (mais de três mil quilômetros de extensão), já que das dez mais extensas costas litorâneas, seis estão em ambas as regiões. A região Nordeste apresentou evolução de 9% no faturamento em 2019 ante o ano retrasado. Sem falar na alta de 12% no número de unidades em operação. A região Norte, por exemplo, corresponde a 5,3% das franquias em funcionamento no país. O crescimento do Produto Interno Bruto no Norte do país, atingindo 3%, no ano passado, é um indicador que a região pode prosperar nos próximos anos. Pará foi o estado que atingiu 3,1% do Produto Interno Bruto da região.

 

 

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