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Após investir em três negócios, empreendedor conta quais são os desafios de mudar de setor

Paulo Yossimi já esteve à frente de uma empresa de ingressos digitais, um restaurante e uma sorveteria

Após investir em três negócios, empreendedor conta quais são os desafios de mudar de setor

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Trocar de segmento não é uma tarefa fácil. É preciso ter muito planejamento para deixar um negócio e investir em outro. O empreendedor Paulo Yossimi já passou por essa experiência três vezes. Esteve à frente de uma empresa de ingressos digitais e de um restaurante. No entanto, foi com a Nhô Sorvetes que ele achou o seu modelo de negócio ideal. "Apostar em um novo mercado não é uma decisão para ser tomada de um dia para o outro. É preciso identificar as oportunidades para vermos se é a hora ou não de "pular do barco", diz o empresário.

Em 2011, Yossimi fez sua iniciação no mundo do empreendedorismo com uma empresa de ingressos digitais. "Foi um momento difícil, pois não tínhamos muito conhecimento." Surgiu, assim, um grande desafio: fazer a inauguração do Instituto Neymar Jr, em Santos. "A inauguração era próxima do Natal e tivemos muita dificuldade para encontrar catracas para instalar no local", diz. No entanto, o empreendedor fez algumas parcerias e, no final, deu tudo certo.

Seu negócio é escalável?

Apesar desses projetos, a empresa não decolava financeiramente. "Percebi que essa empresa não era escalável e decidi mudar", explica o empreendedor. Para ele, essa é uma dica importante: um negócio tem que ser rentável. Caso não seja, é preciso repensá-lo.

Foi almoçando no Mineiro Delivery, de São José do Rio Preto (SP), que teve o insight para o segundo negócio. O restaurante é especializado em servir, em caixas, pratos tipicamente brasileiros. "A comida de lá era muito boa, pensei porque não transformar o negócio em uma franquia", diz. Ele, então, levou a ideia para os dois irmãos fundadores do restaurante, Gabriel e Marlon Ventura e acabou se tornando sócio da empresa, que cresceu consideravelmente.

Fique de olho nas oportunidades

Esse é bom conselho para os empreendedores. Yossimi diz que mesmo estando em um negócio estável, como o Mineiro, estava atento ao mercado. "Um dia fui cortar o cabelo e um amigo me disse que tinha um negócio bom para mim", conta o empresário. Ele estava falando de um quiosque de sorvete que trabalhava com produtos soft, aqueles mais leves, não tão gelados. "A operação era muito simples, era só colocar o líquido que saia o sorvete", diz.

Apesar de estar em um negócio consolidado, o empreendedor decidiu apostar em uma nova empresa, pois viu nisso uma oportunidade para crescer. "Não foi fácil tomar essa decisão, procurei algumas consultorias financeiras e fiz um planejamento de investimento. Fiquei um ano pensando e três meses planejando minha saída do Mineiro", explica.

Em 2017, nasceu a Nhô Sorvetes. No começo, ele teve dificuldades para se adequar ao mercado. Quando expandiu para franquias, o desafio era entender qual era o perfil do seu investidor. "O franqueado da Nhô sempre pensou em liquidez, já que o investimento inicial é muito alto. Só a máquina de sorvetes custa, em média, R$ 60 mil", diz.

Para isso, o empreendedor investe em diversas estratégias para atrair os clientes e franqueados. "Recentemente, compramos uma máquina que injeta o recheio direto no sorvete. Por exemplo, o produto já saí com os MMs ou granulados". Isso nenhuma rede tem no Brasil", afirma o empreendedor. Para Yossimi, a inovação agrega valor ao produto, além de tornar o trabalho dos funcionários mais rápido.

A franquia também fez uma parceria com a marca Dadinho. A Nhô produz duas versões da sobremesa com o doce, que lembra a infância: São elas: o milkshake e o Nhô-mix (versão no pote). As duas levam pasta de dadinho e - no caso da segunda - versões em miniatura do doce por cima. Atualmente, a rede possui 11 unidades abertas e 22 em implantação. Até o final de 2019, a franquia espera fechar o ano com 50 unidades e com o faturamento de R$ 15 milhões. "Eu vejo que o mercado de sobremesa tentou se reinventar, mas muitos produtos não foram para a frente, saíram de moda. Eu ainda acredito que o melhor caminho é ter um atendimento de qualidade", diz o empreendedor.

 

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