Quando o assunto é franquia, não basta ser pai, tem que ser colega de trabalho ou sócio

Quando o assunto é franquia, não basta ser pai, tem que ser colega de trabalho ou sócio

 

Você sabia que, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 90% das empresas brasileiras é formado por famílias? Mais: tais companhias são responsáveis por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e 75% dos empregos. Ou seja: para muitos, não basta ser pai, tem que ser sócio. E no Franchising, isso não é diferente. Confira alguns cases de redes em que pais e filhos atuam juntos e que, além do companheirismo, respeito e amor de toda uma vida, também dividem o sucesso nos negócios.

 

Experiência é também a alma do negócio

De família empreendedora, Leonardo Sacchi, 43 anos, cresceu vendo seus pais empreendendo e buscando diversificar seus investimentos. Pós-graduado em Gestão de Negócio em Alimentos e Bebidas, aos 20 anos, trabalhava dentro de um hotel quando surgiu a oportunidade de investir em uma franquia do Divino Fogão. Ainda tão jovem, viu potencial no negócio e indicou para seu pai, que decidiu apostar no segmento de alimentação por acreditar ser um setor em crescimento e porque o ponto era localizado dentro de um centro comercial, ou seja, a demanda seria grande. Leonardo entrou na operação para auxiliar com a parte operacional do restaurante. A experiência de negócios anteriores de seu pai foi fundamental para o sucesso da operação. "Meu pai e minha mãe são os pilares que me ajudam e incentivam em sempre buscar o melhor para o negócio", comenta Sacchi que entrou para a franquia de comida da fazenda em 2000. Hoje, é franqueado da unidade do Divino Fogão em Macaé, no Rio de Janeiro, e seus pais administram um restaurante da rede em Osasco, região metropolitana de São Paulo.

 

Filho de peixe...

O ditado "filho de peixe, peixinho é" tem tudo a ver com Murilo Nogueira Cestari e seu pai, Flávio Cestari. Dentistas e workaholics assumidos, eles são sócios de quatro unidades da Oral Sin e sempre estão em busca de novas oportunidades de crescimento. Mas, apesar de o pai ser um empreendedor nato, como bem definiu o filho, foi ele quem descobriu o segmento de franquias e influenciou-o se arriscar. "Meu pai sempre atuou em clínica particular e acreditava que não era necessário investir muito. Mas, quando me formei e fui trabalhar na Oral Sin, entendi como funcionava o sistema e convenci-o a abrir uma unidade", conta Murilo. E a parceria deu tão certo que o trabalho é bem dividido. "O Murilo fica com a parte de gestão, mídia e trato com as equipes. Eu fico com a parte clínica e financeira e vamos levando bem assim", conta Flávio. Em relação ao trabalho com o pai, Murilo diz que só oferece vantagens. "Ele é a ‘voz da experiência’. Me espelho muito nele e procuro seguir seus conselhos. Ele já conhece os caminhos e tem muita experiência. Além de sócio e pai, enxergo nele um mentor", finaliza.

 

Mudança de carreira para trabalhar com os pais

Formada em Odontologia, Isadora Abussamra, de 42 anos, não tinha a intenção de se envolver nos negócios do pai, José Abussamra, de 74, que conta com uma franquia da 5àsec. Atuando como dentista, auxiliava esporadicamente na administração da unidade e, aos poucos, se viu mais envolvida na rotina do negócio. Em 2013, tomou a decisão de mudar totalmente de área e se estabeleceu definitivamente no negócio. Economista de formação, José e a esposa buscavam um negócio para investir e, por enxergar no segmento de lavanderias uma oportunidade, abriram há 21 anos uma loja da marca na capital paulista. Hoje, Isadora e o pai dividem as atribuições da unidade localizada na zona sul de São Paulo. Ela é a responsável pela parte operacional e ele cuida da administração. "A maior vantagem de trabalhar em família é a extrema confiança que temos um pelo outro. Tenho certeza de que esta ligação é um dos pilares de sucesso do negócio", finaliza Isadora.

 

 

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Família que empreende unida, permanece unida

Buscando diversificar suas atividades empresariais e ter mais solidez, há sete anos, Paulo Sérgio Ramos Barros decidiu abrir uma unidade da Casa do Construtor na cidade baiana de Feira de Santana. Pai de três filhos, ele e sua esposa Ilka, viram como uma boa oportunidade para incluir os três filhos na sociedade. Aos poucos eles foram se identificando e se envolvendo com o novo projeto, ao tempo que as atividades de cada um iam se alinhando com as da empresa. Caio, atuava como arquiteto; Isis, como psicóloga e o mais novo, Gabriel, estudava administração de empresas. "A empresa começou a crescer e eles perceberam que era algo sólido, e que valia a pena. Daí os três vieram trabalhar conosco". Comemora! Como todo início, nem tudo era fácil. "No início, eu queria que tudo fosse do meu jeito porque sempre trabalhei sozinho, e tive que aprender a abrir mão do controle total de tudo". Fomos caminhando, conseguindo nos ajustar, e aprendendo a trabalhar como uma equipe, dentro de uma empresa familiar, onde cada um reconhece a importância e o potencial do outro. Atualmente Paulo cuida das questões ligadas ao Financeiro. Ilka, faz o alinhamento do administrativo financeiro. Isis fica responsável pelo RH, Gabriel e Caio com as demais funções. Caio não esconde o quanto se sente feliz em trabalhar com o pai: "Estar com ele no dia a dia é uma experiência enriquecedora. A cada dia que passa, aprendo mais e mais. Nossa família é muito unida, e trabalhar juntos nos uniu ainda mais", afirma Caio.

 

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