Para o investidor que avalia oportunidades no franchising, a Lifefit, rede de academias, apresenta um argumento comercial que pesa na decisão: a franqueadora destaca como benefício ao franqueado a cobrança de royalties somente depois que a unidade passa a ter lucratividade real.
Em um mercado em que o equilíbrio financeiro da operação é um dos principais pontos de atenção de quem pretende ingressar em uma rede, esse posicionamento surge como um diferencial relevante na composição da proposta da marca. Ao lado desse modelo, a Lifefit combina um plano de expansão acelerado, projeções de crescimento de faturamento e uma operação que busca fortalecer a geração de receita das unidades com novas frentes de serviço.
A rede conta, hoje, com 13 unidades próprias e 10 franquias, somando 23 unidades em operação. Outras 12 estão em obras, cinco estão em fase de assinatura de contrato e mais cinco em negociação, inclusive duas na Região dos Lagos, no litoral fluminense.
As franquias em obras estão em Vila Isabel, Vista Alegre, Taquara, Pechincha, Tirol, Ilha do Governador, Seropédica 2, Barra Olímpica, Valqueire, Lapa 2 e Macaé, todas no Estado do Rio de Janeiro. Já as operações em fase de assinatura de contrato incluem Tanque, Alcântara, Pavuna, Niterói e Maré. A mira atual da franqueadora também está voltada para a Zona Norte do Rio de Janeiro, com interesse em bairros como Cachambi, Tijuca, Del Castilho, Cascadura, Madureira, Engenho Novo e Engenho de Dentro.
Faturamento crescente
Os números de faturamento ajudam a dimensionar o ritmo dessa expansão. Segundo a franqueadora, a rede de academias registrou R$ 29 milhões em 2024, avançou para R$ 40 milhões em 2025 e projeta alcançar R$ 72 milhões em 2026. Também prevê a inauguração de mais 15 unidades entre próprias e franqueadas, reforçando a estratégia de crescimento em curso.
Para quem observa o segmento com foco em escala e capilaridade, os dados indicam uma rede em fase de aceleração, com pipeline de abertura já desenhado e presença concentrada em praças do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que amplia o alcance territorial por diferentes formatos de expansão.
O investimento inicial parte de R$ 3,5 milhões, capital de giro de R$ 100 mil e taxa de franquia de R$ 150 mil. A taxa de royalties, quando passa a ser cobrada, é de 7% e a taxa de publicidade, de 2%. O lucro médio mensal fica em torno de 25%, o prazo de retorno é de 36 meses, contrato com duração de 5 anos e unidades com área de 1 mil m². O faturamento médio mensal tem retorno de até 5% do valor investido por mês, de acordo com a franqueadora.
Novos serviços para performar na ponta
A Lifefit também aposta em novos serviços para sustentar a performance das academias. No início deste ano, a empresa ampliou as modalidades ofertadas ao inserir aulas de pilates coletivo em sua grade. A atividade estreou na unidade do Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, no Rio, em um espaço exclusivo para a aula.
A proposta permite que várias pessoas pratiquem o pilates simultaneamente em sessões com intensidades variadas. A novidade entra como estratégia para atrair novos alunos e aumentar o faturamento na ponta.
O movimento mostra uma lógica de monetização da base e diversificação do portfólio. Ao transformar uma modalidade tradicionalmente associada ao atendimento particular em oferta coletiva, a rede adiciona uma nova frente comercial capaz de ampliar a ocupação de espaço, gerar recorrência e fortalecer a receita da operação.
Na prática, trata-se de uma iniciativa que se conecta à busca por maior eficiência por metro quadrado e por alternativas que ajudem a elevar o resultado da unidade ao longo do mês.
Rede completa 15 anos
Perto de completar 15 anos, a Lifefit foi fundada em 2011 por Amin Ibrahim, então, com 21 anos, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, após decidir empreender no setor fitness.
Com uma primeira unidade de 840 m², ele e a esposa assumiram a gestão da operação. Em 2015, em meio à crise e ao avanço das redes low cost, a empresa passou por reestruturação, remodelou processos, treinamentos e estrutura física, incorporou o CrossTraining e retomou crescimento.
Nos anos seguintes, avançou na expansão, desenvolveu o modelo de franquias, estruturou o Calfit em Jacarepaguá como centro de excelência operacional e, durante a pandemia, manteve a abertura de novas unidades.
Raio-x da franquia Lifefit
- Investimento inicial: R$ 3,5 milhões
- Capital de giro: R$ 100 mil
- Taxa de franquia: R$ 150 mil
- Royalties: 7%
- Taxa de publicidade: 2%
- Lucro médio mensal: 25%
- Retorno: 36 meses
- Área da unidade: 1 mil m²
- Prazo de contrato: 5 anos
- Faturamento da rede em 2025: R$ 40 milhões
- Projeção de faturamento em 2026: R$ 72 milhões
Imagem: Divulgação