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Como 14 franquias organizam as redes sociais locais

Levantamento do SF mostra como as empresam lidam com o tema na prática

Como 14 franquias organizam as redes sociais locais
Isis Brum Publicado em 24 de Março de 2026 às, 16h16.

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Um levantamento feito com 14 franquias sobre o uso de redes sociais no franchising mostra que a presença digital deixou de ser vitrine de divulgação para marcas. Hoje, esses canais influenciam reputação, relacionamento com clientes e geração de demanda para as unidades. Na reportagem publicada nesta segunda-feira, 23, Como o franchising equilibra autonomia e risco à marca na gestão das redes sociais, o SF mostrou alertas e recomendações de especialiastas da área da ABF, do Grupo Bittencourt e mLabs.

As medidas mais adotadas pelas franquias seguem uma lógica parecida. A franqueadora define posicionamento, identidade visual, linguagem e diretrizes de uso e as unidades adaptam o material à sua realidade local. Além disso, muitas aderem com frequência a manuais de marca, calendários editoriais, conteúdos padronizados, treinamentos, suporte para produção local, acompanhamento de performance e cláusulas contratuais para corrigir desvios. 

O objetivo é evitar que cada unidade opere como se fosse uma marca independente, sem tirar do franqueado a capacidade de se comunicar com o público da sua praça.

Entre as redes que trabalham com modelo híbrido, a sede centraliza a estratégia e o franqueado entra com proximidade, rotina e autenticidade. É o caso da 3,2,1 GO!, da Homenz, da Lavô, da Academia Gaviões 24h e da Bessie Beauty Club.

Essas franquias mantêm diretrizes institucionais e materiais oficiais, mas reconhecem que conteúdos com rosto local, bastidores, equipe e provas sociais tendem a gerar mais conexão com a audiência. Para o franqueado, o modelo tem uma vantagem importante: ele não precisa construir toda a estratégia sozinho, mas também não fica limitado a replicar peças prontas sem contexto.

Recomendações de autoridades do franchising

A ABF defende equilíbrio entre padronização e adaptação local. O Grupo Bittencourt chama atenção para a importância de controlar os ativos digitais, como criação de contas, acessos e política de uso. E Rafael Kiso, da mLabs, reforça que padronização em excesso pode até prejudicar a performance, especialmente quando muitas unidades publicam exatamente o mesmo conteúdo ao mesmo tempo.

Para quem investe em franquias, isso ajuda a entender que a operação digital da rede não deve ser improvisada e, sim, nascer estruturada.

Definição clara entre papel institucional e da unidade

Outras franquias organizam essa presença digital separando bem o papel da marca institucional e o papel da unidade. A Minha Quitandinha é um exemplo. 

A franqueadora concentra a comunicação institucional e também usa seus canais para falar com potenciais investidores, enquanto as unidades atuam de forma mais local, com foco no consumidor final.

A LypeDepyl trata os canais digitais como ferramenta de venda e relacionamento. Já a Anjos Colchões & Sofás adota uma lógica glocal, em que a sede define identidade e campanhas, mas a adaptação local faz parte da estratégia. Para o investidor, esse tipo de estrutura pode ser um diferencial, porque mostra que a rede já pensou na comunicação como parte da operação do negócio, e não como responsabilidade solta nas mãos de cada franqueado.

Também há redes que preferem uma gestão mais centralizada. Casa de Bolos, Fast Tennis e Escola Mira aparecem nesse grupo, cada uma a seu modo. Nesses casos, a franqueadora concentra criação de conteúdo, calendário e regras de uso com mais rigidez, justamente para preservar a consistência da marca e reduzir riscos.

Para o franqueado, esse formato pode representar menos autonomia, mas também menos carga operacional e menos chance de erro na comunicação. Dependendo do perfil do investidor, a conduta adotada pela rede pode ser vantajosa, especialmente, em empresas cuja força institucional tem peso importante na atração de clientes.

Franquias com mais liberdade e suporte

No outro extremo, há franquias que dão mais liberdade para a unidade operar o perfil local, desde que essa autonomia venha acompanhada de suporte.

Maria Brasileira, Jah e Mr. Fit aparecem com mais abertura para produção autoral, investimentos locais em mídia e adaptação do discurso ao cotidiano da unidade. Ainda assim, não se trata de liberdade sem critério. Essas redes oferecem materiais de apoio, conteúdos diários, guias de marca, capacitação e acompanhamento, ou seja, a autonomia existe, mas dentro de uma estrutura pensada para preservar a coerência da rede.

Reputação da marca a salvo

O debate em torno do uso mais adequado das redes sociais se deve ao cuidado crescente com reputação da marca. Muitas franquias já entendem que o impacto da comunicação vai além dos perfis oficiais da unidade.

O comportamento público do franqueado, inclusive, em redes pessoais, também pode afetar a percepção de valor da franqueadora. Para redes em expansão, isso é bastante relevante. Afinal, quem avalia uma franquia para investir não observa apenas o modelo de negócio, mas também a consistência da marca, a clareza da comunicação e a capacidade da rede de proteger seu posicionamento.

Medidas de correção e punição

As medidas corretivas também estão mais presentes no sistema de franquias. Algumas redes falam em orientação e ajustes, enquanto outras já mencionam notificações, multas e até rescisão em caso de descumprimento.

Mais do que o peso da penalidade, o que o levantamento mostra é que as redes sociais, agora, são parte sensível da governança da rede.

Para franqueadoras, o movimento ajuda a fortalecer a marca e a tornar a operação mais replicável. Para investidores, mostra o grau de maturidade da rede no suporte à ponta e, para o franqueado, deixa mais claro que as redes sociais fazem parte do negócio com impacto direto em vendas, reputação e performance local.

Imagem: Divulgação

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