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Purific expande no exterior e quer 2 mil franquias.<BR>

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CURITIBA, 11 de dezembro de 2006 - A Purific, fabricante paranaense de purificadores de água portáteis, prevê totalizar 2 mil franquias nos próximos dez anos - um plano bastante ambicioso, já que hoje são 120 em todo o país. A empresa acaba de iniciar sua expansão no exterior, com a inauguração de um escritório na Flórida (EUA). No próximo ano, a meta é entrar no Japão e, num futuro próximo, levar a marca a todos os continentes - segundo a empresa, já há interessados na Itália, México, África do Sul, República Dominicana e Nigéria, entre outros.

A Purific também tem atividades na China, através de uma joint venture - o grupo parceiro deve abrir uma unidade em breve para atender somente a marca paranaense. A previsão de faturamento para o ano que vem é de R$ 19 milhões. A direção da empresa não detalha o valor dos investimentos, mas informa que entre 2006 e 2007 devem ser aplicados US$ 350 mil (cerca de R$ 750 mil, pelo câmbio atual) na operação americana. A previsão para o período é abrir 50 lojas e vender 100 mil aparelhos nos Estados Unidos. Cerca de 90% do capital é da empresa em Maringá, no Noroeste paranaense. No Brasil, a empresa tem 120 franqueados em 16 estados brasileiros e prepara a abertura de outras 150 lojas nos próximos meses, o que deve gerar um faturamento em torno de R$ 19 milhões em 2007. Do total, 30% estão em São Paulo. No Paraná são 25 unidades.

O diretor administrativo, Jonatas Justus Júnior, diz que a opção pelas franquias foi uma maneira de crescer mais rapidamente no mercado. A empresa vende uma média de 30 mil aparelhos ao mês e a fábrica tem capacidade para produzir 75 mil purificadores mensais. Em todo o país já foram vendidos mais de um milhão de aparelhos Purific. Uma franquia custa, em média, R$ 50 mil. O franqueado recebe treinamento, projeto visual, ma-nuais de operação e implantação da loja e 200 aparelhos para venda. Justus Júnior avalia que a Purific tem um grande potencial no exterior, já que todas as pessoas consomem água, mas o produto tende a se tornar cada vez mais escasso e poluído. 'O mercado in-ternacional não aceita erro estratégico e a empresa que tem a tecnologia de transformar água em água de qualidade tem boa cotação', comenta o diretor de marketing, Vagner Kodama. Instalada numa área de 7 mil metros quadrados em Maringá, a Purific tem 105 funcionários. O grupo surgiu em 1998, com a idéia de vender um produto com baixo custo e alta tecnologia, já que a única opção para as classes populares era o filtro de barro.

No início da operação, apenas quatro pessoas trabalhavam e os aparelhos eram vendidos de porta em porta. A empresa tem ainda um laboratório de pesquisa e desenvolvimento para estudar novas tecnologias para produtos, água e design, e também conta com uma parceria com o departamento de Análises Clínicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que faz a caracterização dos módulos de filtragem e avalia os aspectos físicos, químicos e microbiológicos. (Gazeta do Povo).

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