Empreendedorismo na ponta dos dedos: desemprego impulsiona microfranquias

Modelos mais enxutos, que demandam do franqueado um celular e/ou computador, têm crescido no franchising e chamado atenção no mercado

Se os últimos anos soaram difíceis para o trabalhador, que acompanhou de perto o índice do desemprego pular para a casa dos dois dígitos, acima dos 10%, o período foi e é ainda uma chance de se reinventar. Mas, seja abrir um negócio próprio ou adquirir uma franquia, a preocupação é unanimidade: como ganhar dinheiro sem precisar desembolsar altas quantias logo no começo?

Para driblar este obstáculo, juntamente com a falta de tempo que assola o mundo dos negócios, as franquias têm apostado em modelos mais enxutos, como os home office ou home based. Capazes de serem gerenciadas de casa, essas opções são ideais para quem não quer ou não pode investir num ponto fixo, já que as despesas de reforma, instalação e impostos acabam elevando os custos iniciais, ou prefere apostar na comodidade de trabalhar em casa, longe do trânsito e caos das grandes cidades.

A criação desses modelos, inclusive, tem se tornado uma estratégia para atrair mais franqueados. É o que o diga Guylherme Ribeiro, fundador da Suporte Smart que, ao lançar a primeira franquia delivery de assistência técnica de celular, por menos de R$ 5 mil, passou a vender diariamente uma unidade. “O técnico delivery surgiu da necessidade de conquistar uma fatia específica do mercado. É para atender aquela pessoa que não tem tempo de sair do escritório e, ao mesmo tempo, para ser uma opção de negócio para aquele que está sem emprego e tem uma certa facilidade com tecnologia, assim, como uma maleta em mãos, é capaz de fazer todo o serviço que dispomos, onde o cliente estiver”, destaca Ribeiro.

Os segmentos das microfranquias, como são conhecidas, são variados, mas mais focados em serviços. O caso da Mr Fit, por exemplo, rede de fast food saudável, com R$ 12 mil já é possível adquirir a franquia, que oferece um freezer adesivado, material de comunicação e ajuda com redes sociais. Se a pessoa dispor de um pouco mais, R$ 40 mil, é capaz de montar uma cozinha industrial dentro de casa e passa a fazer, ela mesmo, os pratos da rede, que são vendidos por meio de delivery. “Nós éramos procurados por quem queria ter seu próprio negócio, mas não tinha a liberação de crédito para iniciá-lo”, conta Camila Miglhorini, CEO da rede.

Mas engana-se quem acredita que as opções de franquias, dentro de valores mais acessíveis, está restrita aos manejos das mãos. Para quem tem fluência no inglês, a rede The Kids Club, especializada no ensino do idioma para crianças dos 18 meses aos 12 anos, lançou um modelo para atender regiões de até 50 mil habitantes pelo valor de R$ 12.500. Para a CEO da rede, Sylvia de Moraes Barros, o interesse pelas microfranquias têm aumentado consideravelmente em razão dos diferenciais que o modelo traz. “O que estamos propondo é atuar em um negócio da atualidade e do futuro. O franqueado pode trabalhar em casa, com o apoio da marca e ser capaz de adaptar a sua agenda com as expectativas profissionais”, ressalta.

Agora, se a ideia é ter uma franquia como opção de fonte de renda extra, em que não é necessário dedicação exclusiva ao negócio, o ramo das vending machines é bastante farto. No Brasil o segmento ainda é tímido, frente aos países como Japão e Estados Unidos, mas tem crescido e chamado atenção para quem quer contar com uma fonte a mais no fim do mês. As máquinas do Mr. Kids, por exemplo, custam a partir de R$ 18.700, valor que engloba, além do equipamento, a taxa de franquia. O franqueado conta com a assistência da rede para instalação em pontos estratégicos, manutenção vitalícia e compra de brinquedos exclusivos.

No País que registra alto índice de desemprego (mais de 27.2 milhões de pessoas, segundo o IBGE), empreender acaba sendo, em alguns casos, a única opção; portanto, aliar-se a uma marca já estabelecida ajuda a ter sucesso nesse caminho, já que o franqueado pode contar com o suporte e conhecimento da rede. Nesse contingente, as microfranquias têm mesmo chamado atenção e, não à toa, a participação da modalidade no mercado cresceu nos últimos três anos, registrando elevação de mais de 5% em 2018. Para quem está disposto a embarcar nesse universo, o segredo é simples: dedicação, empenho e força de vontade.

Encontre a melhor franquia para você: Microfranquias

Fonte: Assessoria - www.suafranquia.com

Encontre a melhor franquia para você