Gestão financeira para franquias

Gestão financeira para franquias: Gerir corretamente a área financeira garante tempo e lucro às franquias

Quando o assunto é gestão, inclusive financeira, as empresas franqueadas saem na frente das que não fazem parte do segmento de franquias. Isso acontece porque a operação toda já possui um formato pré-determinado. No entanto, elas precisam cumprir uma série de exigências da matriz, o que coloca uma carga de responsabilidade maior ao setor financeiro. Para fugir das principais armadilhas do assunto, trazemos informações preciosas de dois especialistas no tema: Eduardo Salgado e Camila Gonzaga. Ele é cofundador da Confere Cartões, especializada em conciliações diversas (vendas, pagamentos, bancárias, transações de cartões de débito e crédito e de benefício). Também trabalha com conciliações de boletos, cheques e dinheiro. Tudo por meio de um software. Camila é coordenadora financeira da Otimiza, voltada à gestão financeira de pequenos negócios, com forte atuação no varejo.

Por conta própria: Mesmo com suporte da franqueadora, o empreendedor tem uma série de gastos a controlar, começando pelos fixos planejados e não planejados (contratação mão de obra especializada, seguros, locação de maquinário, entre outros), pagamento do valor de investimento inicial e taxas de royalties e de propaganda. Tudo isso é essencial para garantia do padrão de qualidade da marca. E é uma tarefa que você terá de fazer.

O que pode levar ao abismo financeiro: Falta de organização e de controle dos números do negócio e o distanciamento dos gestores do universo administrativo que, muitas vezes, ficam focados apenas no operacional do dia a dia. Confundir o caixa da pessoa jurídica com o da pessoa física é uma atitude que leva ao desvio de recursos e, futuramente, implicará na desorganização de caixa. Quando não há uma visão e análise correta dos gastos e o empreendedor não acredita no negócio, os riscos de naufragar também são grandes.

O que levar em conta ao elaborar um planejamento financeiro eficiente: Ter bom conhecimento do negócio, do funcionamento do sistema de impostos brasileiro e de gestão financeira. Além das previsões de entrada e saída de capital com custos fixos e variados, despesas fixas e variadas, taxas, contribuições, entre outras. Outra recomendação é reservar uma parte dos resultados para reinvestir no negócio.

Não faça tudo sozinho: Os empresários que estão nesse estágio podem contratar um profissional fixo ou uma empresa com forte know-how no assunto. No primeiro caso, é primordial que a pessoa responsável pela função seja extremamente qualificada. No segundo, há possibilidade de redução de custos com espaço físico, acesso a uma equipe de especialistas, entre outros benefícios, deixando o empreendedor livre para usar sua energia e criatividade na gestão de todo o processo.

Concilie pagamentos de diferentes fontes (cartões, cheque e dinheiro): É possível contratar uma equipe fixa para analisar cada transação, o que pode levar um tempo enorme, apresentar uma série de falhas e morosidade à apresentação dos resultados quando se precisa tomar uma decisão baseada neles. Outra solução está na automatização do processo, que pode proteger a empresa de fraudes, erros de processamento e humanos, descompromissos com taxas, entre outros. Essa alternativa entrega os números do negócio em tempo real, facilitando o uso desses dados para definir estratégias de crescimento.

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