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Pelé Club quer entrar no Oriente Médio

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São Paulo, 18 de Janeiro de 2007 - A marcha lenta com que a rede de academias Pelé Club cresce no País levou a companhia a uma mudança de comando e de foco. Assumiu a diretoria da empresa Augusto Anzelotti, que ocupava aqui a presidência da multinacional americana de equipamentos de musculação Life Fitness, e também fez carreira de administração na Reebok, Santista Têxtil e Dow Química. Agora, a atuação internacional do executivo será a principal diretriz para a empresa que tem como reforço o nome e apoio de Pelé, referência mundial no mundo dos esportes.

Na lista estão os países que já têm cultura de futebol, como Leste Europeu, Oriente Médio e países asiáticos. ""O enfoque no projeto de expansão tem uma mudança crucial que é transformá-la em uma companhia global"", destaca o novo diretor. ""Vamos aproveitar a força da marca, que tem um personagem que é ícone mundial, para difundir essa franquia."" Lançada em 2005, a marca conta com duas unidades no Brasil, uma própria em São Paulo e uma franqueada em Alphaville.

Enquanto isso, outras redes do segmento, como a Curves Brasil, já soma 121 franquias em operação no País, sendo que somente no ano passado mais de 50 contratos foram assinados. ""São modelos diferentes. Redes como Curves estão focadas no modelo de ginástica rápida e foco em mulheres."" Público-alvo O preço das mensalidades também indica diferença de público-alvo: enquanto o valor de mensalidade da primeira é de R$ 99, a Pelé Club cobra cerca de R$ 250, com média de 1,1 mil alunos em cada unidade. O valor de investimento também é elevado, calculado entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, o que pode limitar o número de investidores em solo nacional - daí a opção por desbravar o mundo com a marca. ""Não diria que é uma academia cara. Na linguagem comercial, caro é o que não vende"", define Anzelotti. ""A visão que tenho do processo da marca é que ela está entrando agora em sua melhor fase.

O plano inicial era um pouco agressivo para o mercado brasileiro, por percalços de mercado e planejamento, que gerou crescimento lento até hoje."" Antes de arrematar investidores no exterior, a primeira fase, conforme o executivo, é de customização. ""Não podemos ir para Ásia e Europa com o mesmo modelo. É claro que vamos utilizar as características brasileiras, que são aceitas no mundo todo, como alegria e nossa cultura, mas temos que fazer adaptações"", explica. Isso implica, por exemplo, em incluir aulas de lutas marciais na grade da academia, para aceitação do consumidor asiático. Mercado interno Tornar global a empresa que leva o nome de Pelé não significa dar as costas ao potencial de crescimento no País. ""Ao contrário, pode facilitar a captação de investidores o fato de a marca se tornar referência internacional"", destaca Anzelotti.

Com investimento inicial de R$ 8,5 milhões, a primeira unidade foi idealizada por Renato Caruso, entusiasta da prática esportiva e da qualidade de vida, por ser de uma família com um longo histórico na área de saúde, procurava uma forma de ingressar no ramo de academias de ginástica. Caruso se aliou a um parceiro técnico, a One More, que fez a captação de investidores e buscou a marca para coroar o negócio. Pelé é o grande alavancador do negócio, afirma Anzelotti, mas não está na gestão da empresa. Recebe royalties da companhia, de valor não divulgado. Hoje, o mercado brasileiro de fitness movimenta cerca de US$ 1 bilhão, segundo a entidade IHRSA (International Health, Racquet and Sportsclub Association), contra US$ 16 bilhões nos Estados Unidos. Apenas 1,4% da população brasileira faz treinamentos aeróbicos, percentualmente atrás de Chile (1,9%) e México (1,7%). Nos Estados Unidos, essa taxa chega a 15,6% da população. ""Além do viés de poder aquisitivo, é uma questão de hábito"", destaca o diretor.

Neste sentido, ele aponta que as redes de ginástica expressa (30 minutos) são importantes para atrair um novo público para academias. ""Essas redes utilizam equipamentos funcionais, sem muita variação de exercícios e ajudam a criar o costume de freqüentar academia"", considera. Quando pegam o ritmo, os alunos migram para academias mais diversificadas, onde a média de tempo que passam na malhação é de duas horas. kicker: Empresa troca o comando e quer aproveitar o prestígio do esportista para crescer no mercado internacional (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Maria Luíza Filgueiras).

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