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Método Supera ganha respaldo científico da USP e reforça expansão de franquias

A rede projeta crescer 35% em faturamento e no número total de unidades em 2026

Método Supera ganha respaldo científico da USP e reforça expansão de franquias
Redação Publicado em 12 de Março de 2026 às, 17h52.

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A rede de franquias Supera, especializada em estimulação cognitiva, passa a contar com respaldo científico após a publicação de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). O ensaio clínico avaliou os efeitos do método aplicado pela rede e apontou ganhos relevantes em memória, funções executivas, saúde mental e qualidade de vida de idosos saudáveis. O reconhecimento acadêmico ocorre em um momento de expansão da marca, que projeta crescer cerca de 35% em faturamento e número de unidades em 2026.

Fundado em 2006 em São José dos Campos, no interior paulista, o Supera nasceu de um desafio pessoal que acabou se transformando em modelo de negócio. O engenheiro Antônio Carlos Guarini Perpétuo buscava alternativas para ajudar o filho, que enfrentava dificuldades de concentração na escola. Ao conhecer o ábaco, instrumento milenar de cálculo, e aplicá-lo em casa, percebeu avanços significativos no desenvolvimento cognitivo do jovem. A experiência deu origem a um projeto educacional que, duas décadas depois, se consolidou como a maior rede de estimulação cognitiva do Brasil.

Atualmente, a empresa soma mais de 250 unidades e cerca de 280 mil alunos atendidos ao longo de sua trajetória. A expansão ganhou tração após a estruturação do modelo de franquias e a filiação à Associação Brasileira de Franchising (ABF), posicionando a marca como referência em educação, desenvolvimento humano e longevidade.

A metodologia do Supera se apoia em conceitos como a Teoria das Inteligências Múltiplas, proposta pelo psicólogo Howard Gardner, além de princípios de neuroplasticidade e metacognição. A proposta parte da premissa de que o cérebro é capaz de se reorganizar e desenvolver novas habilidades quando estimulado de forma adequada.

Para isso, o método utiliza seis ferramentas principais: ábaco, livros com exercícios cognitivos, jogos de tabuleiro, dinâmicas em grupo, neuróbicas e plataforma digital. A combinação dessas atividades busca estimular habilidades cognitivas e socioemocionais em alunos a partir dos seis anos de idade, sem limite máximo.

Entre os públicos atendidos pela rede, o destaque está na população idosa ativa e sem comprometimento cognitivo ou demência. Esse grupo representa cerca de 78% dos alunos e se beneficia especialmente do fortalecimento da memória de trabalho, da concentração e de outras funções executivas, como planejamento e tomada de decisão.

Pesquisa científica avalia eficácia do método

O reconhecimento científico veio com a publicação de um estudo inédito na revista International Psychogeriatrics, vinculada à International Psychogeriatric Association, sediada no Reino Unido. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores do Departamento de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP) e do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da USP.

O objetivo foi avaliar a eficácia de um programa de estimulação cognitiva baseado no método Supera em idosos saudáveis, sem diagnóstico de comprometimento cognitivo ou demência. Para isso, os pesquisadores realizaram um ensaio clínico randomizado e controlado, considerado padrão-ouro em pesquisas de intervenção em saúde.

Ao todo, 207 participantes com 60 anos ou mais foram acompanhados ao longo de 18 meses, com avaliações adicionais após seis meses de monitoramento. Eles foram divididos em três grupos:

  • um grupo experimental, que participou das aulas do método Supera;
  • um grupo controle ativo, que frequentou encontros sobre saúde e longevidade; e
  • um grupo controle passivo, sem intervenção.

Os resultados indicaram melhora significativa em diversos indicadores cognitivos. Entre os participantes que realizaram as atividades do método, foi observada melhora de cerca de 45% na memória após um ano de participação, além de avanços nas funções executivas e na cognição geral ao longo do estudo.

A pesquisa também identificou redução de 29% nos sintomas depressivos, melhora de aproximadamente 7% na qualidade de vida e diminuição no tempo necessário para executar determinadas tarefas cognitivas.

“Sem dúvida, podemos afirmar que esses dados são representativos e evidenciam que as pessoas que participam das atividades com o método Supera apresentam vantagens significativas para sua vida como um todo”, afirma a gerontóloga Thais Bento, autora principal do estudo e pesquisadora da USP.

Segundo a pesquisadora, a robustez metodológica foi um dos diferenciais do trabalho. “Os dados publicados evidenciam que o método Supera alcança reconhecimento internacional com credibilidade científica”, diz Thais.

Outro aspecto relevante é que os participantes do estudo não eram alunos da rede e foram selecionados de forma independente pelos pesquisadores, o que contribui para a imparcialidade dos resultados. O protocolo aplicado seguiu a mesma estrutura metodológica utilizada nas unidades franqueadas.

Estimulação cognitiva e envelhecimento saudável

A pesquisa também reforça o papel da estimulação cognitiva como estratégia não farmacológica voltada à promoção do envelhecimento saudável. Esse tipo de intervenção pode contribuir para preservar autonomia, segurança e qualidade de vida, além de estimular habilidades como planejamento, organização, tomada de decisões e comunicação.

No contexto brasileiro, estudos com esse perfil ainda são relativamente raros. O trabalho conduzido pela USP é considerado um dos maiores ensaios clínicos randomizados já realizados no país sobre o tema, ampliando a relevância científica de um método desenvolvido no Brasil.

Além de crianças e adultos, o programa tem forte presença entre idosos que buscam manter a mente ativa e prevenir perdas cognitivas associadas ao envelhecimento.

Expansão no franchising educacional

O reconhecimento acadêmico também fortalece a estratégia de expansão do Supera. O mercado de avaliação e treinamento cognitivo em saúde deve crescer mais de 25% no Brasil até 2026, segundo dados da consultoria Grand View Research.

A rede aposta na combinação entre base científica, padronização pedagógica e modelo de franquias estruturado para sustentar o crescimento.

“Investimos em saúde, qualidade de vida e estimulação cognitiva. Ter respaldo científico de alto nível consolida esse propósito e oferece fundamentação teórica e prática para nossos alunos em todo o País”, afirma Bárbara Perpétuo, vice-presidente do Supera.

A executiva ressalta que o posicionamento da empresa permanece alinhado à educação e ao estímulo cognitivo, e não ao tratamento clínico de doenças.

“Vale ressaltar que não atuamos no tratamento de doenças neurodegenerativas, que exigem acompanhamento clínico individualizado e especializado. A estimulação cognitiva é uma estratégia não farmacológica amplamente estudada e respaldada pela ciência, especialmente quando falamos em manutenção das funções cognitivas e construção da reserva cognitiva ao longo da vida. E esse é o nosso objetivo, atuar dentro dos limites reconhecidos pelo conhecimento científico, promovendo estímulo, aprendizagem e qualidade de vida, principalmente aos idosos”, finaliza Bárbara Perpétuo.

Imagem: Divulgação

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