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iBuild mira 100 franquias e R$ 150 milhões em 2026

É a primeira rede brasileira de construções inteligentes em steel frame

iBuild mira 100 franquias e R$ 150 milhões em 2026
Redação Publicado em 12 de Janeiro de 2026 às, 10h15.

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A iBuild, rede de franquias especializada em construções inteligentes usando steel frame, começa o ano de 2026 com a previsão de expandir o negócio para mais 100 franquias, atingindo R$ 150 milhões em receitas. A meta, para a empresa, é bastante agressiva, já que visa triplicar de valor. Atualmente, são 30 unidades em operação.

Para escalar, a iBuild aposta no modelo de construção em steel frame. Pouco utilizado no Brasil, o sistema substitui as obras em alvenaria tradicional, com tijolo e concreto. Neste novo formato, é utilizado aço galvanizado projetado sob medida para cada projeto.

A eficiência do modelo está diretamente relacionada à forma como a construção industrializada acontece. Segundo Diego Vaz, CEO da iBuild, cerca de 40% da obra é realizada fora do canteiro, em ambientes industriais e controlados. Os materiais chegam padronizados, bastando que as equipes sigam rigorosamente as instruções técnicas dos fabricantes.

“A iBuild desenvolveu um método próprio de capacitação que permite treinar colaboradores em poucos dias para executar montagens de alta precisão. Formamos profissionais qualificados, que seguem processos claros e replicáveis, garantindo qualidade em todas as unidades franqueadas”, explica o executivo.

Fim dos tijolos e cimento

O sistema substitui tijolos e cimento por estruturas de aço galvanizado, amplamente utilizadas em países sujeitos a desastres naturais, como terremotos, devido à sua resistência, segurança e facilidade de manutenção. Na prática, o canteiro de obras se transforma em um ambiente de montagem, com peças pré-fabricadas que chegam prontas para encaixe, eliminando improvisos e garantindo padronização.

“Uma casa em steel frame pode ser finalizada em até metade do tempo de uma construção convencional em alvenaria. Além disso, é uma solução sustentável, com menor impacto ambiental e redução significativa de resíduos e desperdícios”, destaca Vaz.

Casas de alto padrão usam steel frame

Enquanto as estruturas de aço galvanizado são amplamente utilizadas nos Estados Unidos, Japão e em alguns países da Europa, a tecnologia ainda é pouco presente nas construções brasileiras, onde a alvenaria é dominante.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Construção Metálica (Abcem), entre as obras que utilizam o sistema, as residências de alto padrão lideram com 61%, seguidas pelos empreendimentos comerciais com 17%, indústrias com 16% e fachadas com 5%.

Para Diego Vaz, o que falta para o mercado nacional é entender que este método construtivo é apenas parte de um modelo conhecido como “chave na mão”. Se uma das famas negativas da alvenaria é o atraso nas obras e o reajuste dos valores devido à falta de mão de obra especializada, a industrialização da construção civil é o caminho para cumprir os prazos.

"Muitas construtoras vendem apenas a técnica industrializada, mas o que chama a atenção do setor imobiliário é a transparência em relação a custos desde o início do projeto. O cliente saberá exatamente quanto vai gastar e quando sua obra será entregue, sem surpresas pelo caminho. Isso é o que chamamos de chave na mão", esclarece Vaz.

Para investir

  • Investimento inicial: R$150 mil com taxa de franquia (taxa de franquia)
  • Investimento total de R$200 mil a 300 mil
  • Funcionários: a partir de dois
  • Prazo de retorno: 12 meses, podendo ser na primeira obra
  • Faturamento: R$ 3,5 milhões por ano
  • Payback: 12 meses, podendo ser na primeira obra
  • Lucro:  em média, R$ 400 mil

Imagem: Divulgação

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