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Dicico foca em conversão de lojas para atrair empreendedor

Dicico foca em conversão de lojas para atrair empreendedor

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A rede de materiais de construção Dicico está no mercado há 94 anos, mas foi só em 2011 que a companhia decidiu abrir seu know-how e adotar o sistema de franquias. O projeto da rede é baseado no sistema de conversão de lojas, pelo qual a marca franqueia seu modelo de venda e gestão para empreendedores que já são donos de um negócio de material de construção. "Queremos converter lojas com ponto formado e com clientela", diz Claúdio Fortuna, diretor de canais da Dicico. Em janeiro, a rede contabilizava 56 lojas no Estado de São Paulo - duas delas franqueadas.

De acordo com Fortuna, desde que a marca se tornou franqueadora já recebeu mais de 50 pedidos de empreendedores interessados. Mas, devido ao fato de o modelo ser focado na expansão de lojas já instaladas, a captação de novos franqueados se torna restrita. O faturamento médio de uma franquia Dicico é de cerca de R$ 1 milhão.

Para 2012, a rede espera abrir mais dez franquias e continuar sua expansão dentro no estado. Segundo o executivo, para converter um comércio em uma loja da Dicico o empreendedor precisará investir aproximadamente R$ 950 mil - caso de quem planeja ter uma loja de 1.000 metros quadrados. O valor é destinado à taxa de franquia, capital de giro e capital de instalação.

O pagamento da taxa de franquia refere-se à compra dos servidores e computadores necessários para a loja, das licenças de software, montagem da fachada da marca, uso de objetos de comunicação visual da rede e à campanha de marketing para o lançamento da loja. Já o capital de instalação é destinado à reforma, adaptação da loja e o estoque inicial.

O franqueado Marcos Reis, de Vinhedo (SP), diz que seus negócios mudaram após a conversão de loja. "Meu negócio ganhou mais força. Estou vendendo mais. Com a operação amadurecida, espero que o faturamento anual fique entre R$ 12 e R$ 15 milhões em 2012", diz.

Se para a Dicico 2011 foi um bom ano, para o mercado nacional de materiais de construção foi de crescimento moderado. Segundo a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), as vendas cresceram 4,5% em relação a 2010. A média ficou abaixo dos 5% projetados para o período. A Anamaco associa o fato à dificuldade de captação de crédito que o consumidor enfrenta na compra desse tipo de mercadoria. Com a queda do IPI sobre esses produtos e com o apoio do programa habitacional Minha Casa Minha Vida - do governo federal -, a associação espera que em 2012 o desenvolvimento do mercado chegue a 7,5%.

Dicico em números
Setor: Materiais para Construção
Resumo do negócio: Comercialização de materiais destinados à construção
Número de unidades próprias e franqueadas: 56 unidades
Unidades próprias: 54 unidades
Unidades franqueadas: 2 unidades
Faturamento médio mensal: R$ 1 milhão
Taxa de royalties: 8% sobre a venda bruta
Taxa de propaganda: Não cobra
Capital para instalação: R$ 950 mil (para lojas de 1.000 metros quadrados)
Taxa de franquia: R$ 250 mil
Capital de giro: R$ 200 mil
Prazo de retorno estimado: 18 a 24 meses
Principais concorrentes no segmento: Leroy Merlin, Telha Norte e C&C

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