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Portobello vende mais que loja tradicional

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A franquia de revestimentos cerâmicos Portobello Shop está diversificando seus formatos de loja para aumentar a capilaridade da rede no País. Depois de lançar, no ano passado, lojas compactas, a rede criou um novo modelo de negócios, o Empório Portobello, para se aproximar mais do consumidor final. ""A marca é muito direcionada ao público A e B. Queremos ampliar nossa participação dentro desse alvo"", diz o diretor da Portobello Shop, Juarez Leão. Com a diversificação, a rede pretende elevar, até o final de 2008, o número de lojas, de 93 para 200 e as vendas médias de 230 mil m² para 600 mil m² por mês. ""Ano que vem, quem sabe, podemos lançar um novo modelo, ainda em estudos."" Considerado uma evolução de suas lojas, o Empório vai viabilizar a abertura de lojas em cidades que não se enquadram nos outros formatos, mas apresentam alto potencial de consumo, boa representatividade das classes A, B e C e estão em regiões de alto fluxo.

A primeira unidade do Empório, em São Luís (MA), inaugurada há dois meses, teve vendas duas vezes superior à tradicional em metragem quadrada. Quando entrou no varejo há oito anos, a Portobello Shop - franquia da indústria de cerâmica Portobello - montou lojas sem estoques. A mercadoria sai direto da fábrica, em Florianópolis, para o endereço do cliente. ""Esse se mostrou um modelo eficiente"", afirma Leão. Entre as vantagens, a possibilidade de reduzir o capital inicial, de oferecer 100% do portfólio em todas as lojas e permitir que o franqueado se ocupe apenas com a comercialização, e não com a gestão de estoque. ""Alguns mercados precisavam de uma operação um pouco mais agressiva, inclusive visualmente.""

As 93 lojas (66 originais e 27 compactas) atuais possuem ambiente agradável, ar-condicionado, manobrista e algumas chegam a oferecer champanhe aos clientes, um público composto em 60% por arquitetos. ""O problema do varejo premium é que ele quase afugenta algumas pessoas. É uma proposta boa, mas que não se encaixa em alguns mercados"", diz Leão. Projetadas para ter no mínimo 300 m², sendo 200 m² de área de vendas e 100 m² de estoque, o Empório possui fachada mais agressiva, comunicação direta e produtos na área de vendas.

Além dos produtos tradicionais, vendem os de ponta-de-estoque. ""Percebemos que antes a marca Portobello ficava limitada aos locais mais nobres da casa. Agora, com sobras, por preços mais acessíveis, queremos colocar o produto na casa inteira"". O modelo oferece ainda a possibilidade de retirada imediata das mercadorias. Para estruturar o negócio, a empresa precisou não só adequar os processos de trabalho já existentes, como também desenvolver novos métodos. ""Organizamos o serviço de entrega ao consumidor e viabilizamos um modelo para venda de grandes volumes, alinhado ao sistema pague e leve."" A estratégia comercial da empresa prevê abertura do Empório somente em cidades onde não há outros formatos. A expectativa é inaugurar pelo menos cinco unidades até o final do ano, em Rio Branco (AC), Macapá (AP), Cuiabá (MT), Teresina (PI) e Boa Vista (RR), e algumas do interior de São Paulo. (Valéria Serpa Leite - Gazeta Mercantil)

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