Billy The Grill é franquia especializada em carnes na pedra

Os irmãos Luiz Felipe Costa, 27 anos, e Luiz Sérgio, 26, sempre tiveram o desejo de empreender. A escolha por uma franquia paulista de fast food foi por conta de acreditarem que seria a forma mais segura de investimento. A ansiedade em por o negócio em prática fez com que a dupla não fizesse pesquisa de mercado e nem conversasse com outros franqueados. Um erro que seria contornado se a franqueadora oferecesse o suporte necessário. “Não tínhamos experiência alguma em gestão de negócios. Nosso maior erro foi acreditar em tudo que a rede prometeu”, conta Costa.

Sem  apoio, os empresários amargaram prejuízo desde o primeiro dia de operação. Nos primeiros 18 meses foram mais de R$ 700 mil negativos. Para quitar dívidas tiveram que vender um apartamento e pegar empréstimo no banco. “Sentíamos que estávamos diluindo o patrimônio que nossa família construiu ao longo dos anos”, afirma.
 
O começo da volta por cima veio no final de 2010, quando decidiram romper o contrato com a franqueadora. Com ajuda de uma agência especializada em redes de alimentação, mudaram o nome do restaurante para Billy The Grill e montaram um cardápio com itens pouco explorados em praças de alimentação, como as carnes assadas em pedra sabão. Outro fator que contribuiu para a guinada foi a procura de cursos de especialização em gestão.
 
Somente em 2013 a rede teve um crescimento de 100% em relação ao ano anterior. Foram abertas 13 unidades, todas no Rio de Janeiro, sendo cinco próprias e oito franqueadas. A previsão é duplicar o faturamento, alcançando a meta de R$ 30 milhões.
 
A experiência anterior trouxe algumas lições implementadas na administração do Billy the Grill:
 
Seleção rígida: Luiz Costa é o responsável por selecionar quem será o próximo franqueado. O sócio alerta dos riscos de ter uma franquia e faz a análise do perfil do candidato. “Procuramos pessoas focadas em resultados e que gostem de oferecer crescimento profissional aos colaboradores. Além disso, precisa ter boa administração financeira e de pessoal,  e possuir um excelente nível de cobrança e de percepção do atendimento ideal”, explica.
 
Visitas constantes: Outra lição aprendida durante os tempos difíceis e implantada na gestão do Billy The Grill é a preocupação de sempre estar próximo ao franqueado no dia a dia da loja. “Ampliamos a nossa lista  de consultores para garantir atendimento presencial às unidades novas e as já em operação. Todas as lojas recebem, pelo menos 2 visitas ao mês, além de nossos consultores estarem disponíveis full time via e-mail e celular”, conta o sócio.
 
Expansão saudável: Uma das grandes preocupações das franquias é saber o momento exato para ampliar a rede. No Billy the Grill é uma etapa de cada vez. A franquia, por enquanto, só possui lojas no Rio de Janeiro. “Recebemos quase que diariamente propostas de novos franqueados de outros estados”, diz Costa. “Mas priorizamos empreendedores que já fazem parte da nossa rede. Decidimos fortalecer a marca aqui no Rio”, conclui.
 
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