De carona na alta de 10,8% do franchising de alimentação, a Peggô Market, rede de mercados autônomos, investe na ampliação do portfólio de chocolates e ambientação temática para elevar suas vendas em 20% na Páscoa deste ano. A estratégia mira o faturamento de R$ 500 mil em toda a rede com esse movimento, apoiado na tendência de consumo de proximidade que movimentou mais de R$ 3,4 bilhões no último ano, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Além do tradicional mix de produtos, que conta com caixa de bombom, wafer crocante e barras de chocolate, as unidades passam a oferecer itens selecionados, como ovos de Páscoa e Colomba Pascal, além de cestas completas. Para os maiores de idade, os melhores rótulos de vinho para harmonizar com as delícias do almoço.
A escolha do portfólio é feita por meio de uma plataforma de geomarketing e geolocalização, que analisa o perfil de consumo de cada região para definir um mix de produtos mais adequado aos moradores de cada condomínio ou bairro. A rede mantém preços atrativos ao negociar diretamente com a indústria, buscando garantir ofertas mais competitivas para os consumidores durante a data comemorativa.
“Atualmente, utilizamos dados de localização e comportamento de consumo para montar um mix exclusivo para cada unidade. Isso permite atender melhor os moradores daquele condomínio ou região e aproveitar datas comemorativas com mais eficiência”, explica Lucas Alves, sócio e diretor Comercial da Peggô Market.
Para investir na franquia
Fundada em 2021, a Peggô Market conta com cerca de 360 franquias em operação distribuídas em 20 estados. As unidades estão instaladas principalmente em condomínios residenciais que representam cerca de 87% das operações, além de empresas, centros comerciais, hospitais, shopping centers, academias e pontos comerciais de rua.
No modelo de microfranquia, o investimento inicial parte de R$ 65 mil. Segundo a empresa, o faturamento médio mensal gira em torno de R$ 30 mil, com previsão de retorno entre 8 e 12 meses.
Dentro dos condomínios, o tíquete médio registrado é de cerca de R$ 150 por apartamento ao mês, impulsionado principalmente pela conveniência e pelo funcionamento autônomo das lojas.
Franchising resiliente e em alta
O franchising brasileiro fechou o ano de 2025 com faturamento histórico de R$ 301,7 bilhões, segundo os dados consolidados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). O montante representa um crescimento de 10,5% em relação a 2024.
Os resultados refletem o bom momento das mais de 200 mil franquias em operação por todo o País, que empregam formalmente quase 1,8 milhão de pessoas.
Com base nesses indicadores, a ABF acredita que, neste ano, haverá uma acomodação da atividade econômica, possível diminuição dos juros e da inflação. A entidade estima que o franchising brasileiro deva continuar com avanços no faturamento acima em 2026, com projeção entre 8% e 10% de crescimento nominal.
A análise da ABF também prevê que o setor seguirá atraindo empresas e novos empreendedores. Para 2026, o número de redes deve crescer de 2% a 4%, o de operações 1% a 3%, e, consequentemente, o número de empregos diretos também entre 1% e 3%.
Segmentos que mais crescem
O crescimento foi disseminado entre todos os segmentos do franchising brasileiro elencados pela ABF. Entre os principais destaques, Limpeza e Conservação liderou com alta de 16,8%, seguido por Saúde, Beleza e Bem-Estar, que registrou crescimento de 14,6%, e Alimentação – Comércio e Distribuição com avanço de 12,9% e no qual os mercaddos autônomos estão inseridos.
De acordo com o estudo da ABF, a expansão de Alimentação - Comércio e Distribuição foi sustentada pela inauguração de novas operações e novos produtos, parcerias estratégicas com a indústria, lançamentos de produtos regionais (conveniência), fortalecimento da base de clientes e das estratégias comerciais, como, por exemplo, o aproveitamento das sazonalidades, ganho de eficiência operacional e maior volume de transações, inclusive em canais digitais.
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