Febraban: Crédito deve crescer em torno de 14% em 2022, com alta de 17,6% nos recursos voltados às famílias

Pesquisa mostrou também que expansão da carteira no mês de dezembro pode chegar a 1%, a 11ª alta consecutiva no ano

Febraban: Crédito deve crescer em torno de 14% em 2022

Pesquisa Especial de Crédito da Febraban apontou que a carteira de crédito de dezembro deverá crescer 1% no período, sendo a 11ª elevação consecutiva do indicador em 2022. Para os 12 meses de 2022, a expectativa é que a alta seja de 13,8%. Em 2022, o avanço da carteira será novamente liderado pelo crédito às pessoas físicas, que deverá registrar expansão de 17,6%. A carteira para pessoas jurídicas também deve mostrar resultado relevante no ano, com alta de 8,5%.

“Nossa pesquisa mostra que teremos o terceiro ano de expressivo crescimento na concessão de crédito para as famílias e empresas, após as altas de 15,6% e 16,3% em 2020 e 2021, respectivamente. Cumprimos o nosso papel de irrigar a economia com expansão da carteira em patamar bastante elevado, acima de dois dígitos, em um ano desafiador, com condições financeiras mais restritivas”, avalia Isaac Sidney, presidente da Febraban.

“Entretanto, nos últimos meses de 2022, o ritmo de crescimento anual da carteira tem perdido ímpeto e deveremos ter uma menor expansão do crédito em 2023, devido a um cenário externo ruim com inflação elevada, juros altos e atividade econômica em desaceleração. Em outra pesquisa divulgada recentemente pela Febraban, os bancos estimaram avanço de 8,2% da carteira neste ano, que ainda será expressivo”, acrescenta Isaac Sidney.

Em relação às concessões, o volume de 2022 deverá ser 19,7% superior ao concedido no ano anterior. O resultado sinaliza que a injeção de crédito na economia se manteve expressiva, mesmo com a alta da Selic e o aumento da inadimplência.

No ano, o forte crescimento é visto tanto nas operações livres (+19,7%) quanto nas direcionadas (+20,3%). A pesquisa mostra que as operações direcionadas ganharam tração no final do ano com a nova rodada de programas públicos. Já as operações livres têm mostrado algum arrefecimento, em linha com a perda de ímpeto da atividade econômica. Ainda assim, apresentam resultados expressivos, especialmente nas concessões com recursos livres às famílias, cujo volume se encontra na máxima histórica.

Fonte:

Febraban

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