Início / Notícias / Franquias / Da unidade à escala: o impacto dos totens verticais de autoatendimento na expansão das franquias

Da unidade à escala: o impacto dos totens verticais de autoatendimento na expansão das franquias

Segundo Isaac Paes, CMO da Goomer, o autoatendimento gera autonomia e clareza para o cliente

Da unidade à escala: o impacto dos totens verticais de autoatendimento na expansão das franquias
Isaac Paes Publicado em 19 de Fevereiro de 2026 às, 12h18. Atualizado em 26 de Fevereiro de 2026 às, 22h09.

Compartilhe:   

Quando se fala em expansão de franquias, o debate costuma girar em torno do número de unidades, investimento e modelo de negócio. Mas há um fator menos óbvio que tem influenciado diretamente a capacidade de crescimento das redes, especialmente no foodservice: a experiência do cliente no momento do pedido. É nesse ponto de contato que a marca se apresenta, que a decisão acontece e que boa parte da percepção de valor é construída.

Nos últimos anos, o franchising brasileiro continuou a mostrar dinamismo mesmo diante de um cenário de desafios econômicos e operacionais. De acordo com a pesquisa trimestral de desempenho da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 76,6 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um crescimento de 9,1 % em relação ao mesmo período anterior, e acumulou 10,8 % de avanço no faturamento em 12 meses, enquanto registrou aumento de emprego no segmento. Esses números reforçam que a expansão segue como uma prioridade para o setor e que, ao mesmo tempo, franqueadoras e franqueados enfrentam a necessidade de manter qualidade e consistência de atendimento à medida que crescem.

Atualmente, um dos maiores desafios das franquias é garantir que o cliente tenha a mesma jornada em todas as unidades, independentemente da cidade ou da equipe em operação naquele dia. Historicamente, esse controle dependeu de treinamentos intensivos, processos rígidos e acompanhamento constante. Hoje a realidade é outra: são os totens que ajudam a reduzir essa variabilidade ao centralizar a forma como o cardápio é apresentado, como os produtos são descritos e como as escolhas são feitas. O resultado é uma experiência mais uniforme e alinhada à estratégia da marca, mesmo em redes em expansão acelerada.

Consequentemente, do lado do consumidor, a presença do autoatendimento está diretamente ligada à sensação de autonomia e clareza. Em vez de esperar para ser atendido ou depender de explicações, o cliente consegue navegar pelo cardápio no próprio ritmo, visualizar informações completas e tomar decisões com mais segurança. Em momentos de maior movimento, isso contribui para reduzir filas e tornar o fluxo mais ágil, sem comprometer a experiência.

E, quando falamos de expansão, vale deixar claro que expandir uma franquia vai além de abrir novas unidades. Escalar, de fato, significa conseguir repetir aquilo que faz a marca ser escolhida pelo cliente, de forma sustentável. Nesse sentido, os totens verticais de autoatendimento contribuem diretamente para esse processo ao unir padronização, eficiência operacional e inteligência de dados em um único ponto da jornada.

É natural que a adoção desse tipo de tecnologia gere questionamentos, especialmente em relação à perda do contato humano. No entanto, quando bem implementado, o autoatendimento não substitui o atendimento, ele o qualifica. Ao retirar da equipe tarefas repetitivas e operacionais, abre-se espaço para interações mais relevantes, acolhedoras e personalizadas, que fortalecem o vínculo entre cliente e marca.

Graças a esse impacto, os totens verticais de autoatendimento deixaram de ser vistos apenas como uma inovação tecnológica e passaram a ocupar um papel estratégico dentro das operações. Isso acontece porque eles estão atrelados diretamente a três pilares fundamentais para qualquer franquia que deseja escalar com consistência: padronização, eficiência e capacidade de replicação da experiência.

Geração de dados

Outro aspecto que muitas vezes passa despercebido é o valor estratégico dos dados gerados pelos totens. Cada pedido realizado carrega informações sobre preferências, combinações, horários e comportamento de consumo. Quando analisados de forma estruturada, esses dados ajudam franqueadores e franqueados a entender o que realmente funciona na prática, permitindo ajustes mais precisos no cardápio, nas ofertas e na operação como um todo. A expansão deixa de ser baseada apenas em percepção e passa a ser orientada por evidências concretas do comportamento do cliente.

Para redes que buscam crescimento estruturado e presença sólida no mercado, investir em tecnologias que organizam a experiência do cliente deixou de ser uma escolha pontual e passou a fazer parte da estratégia de longo prazo. Afinal, escalar é muito mais do que “apenas quantidade”. É consistência.

Isaac Paes* é CMO da Goomer

Imagem: Freepik
*O artigo publicado não reflete, necessariamente, a visão do Portal Sua Franquia, sendo de expressa responsabilidade do autor.

PUBLICIDADE

Tem interesse no mercado de franquias?