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Você sabe como escolher uma microfranquia para investir?

Artigo assinado pela nossa Guru do Franchising, Marina Richter, dá algumas dicas para quem estpa de olho em uma microfranquia

Você sabe como escolher uma microfranquia para investir?

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Faz poucos dias que São Paulo sediou a última edição da ABF Franchising Expo, a maior feira de franquias do mundo. Entre os atrativos, havia o “Espaço Microfranquias”, totalmente dedicado a este formato de negócio, cujo investimento é de até R$ 135 mil.

No entanto, apesar de consolidado, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre microfranquias. Elenquei os questionamentos mais comuns e fiz os devidos esclarecimentos. Acompanhe!

Quais são as vantagens de investir numa microfranquia em comparação com um negócio independente?

Quando se investe numa microfranquia, o investidor terá acesso a um modelo testado, a uma marca que já pode ser consolidada no mercado e a um suporte em se tratando de marketing, estratégias comerciais e treinamentos que vão facilitar a atuação no segmento escolhido. Num negócio independente, é preciso pensar em cada detalhe e começar tudo literalmente do zero!

Como escolher a melhor microfranquia para mim?  

A recomendação é a mesma que fazemos a quem pretende investir numa franquia tradicional: pesquise os segmento de interesse, as marcas que atuam nele, converse com franqueados e ex-franqueados e o mais importante, analise o seu perfil empreendedor: você tem facilidade para seguir padrões? Está disposto a se dedicar integralmente ao negócio? Muitas microfranquias são operações simples, mas requerem intensa dedicação do franqueado. 

Já que o investimento em uma microfranquia é mais baixo, significa que o meu faturamento será baixo também?

Em linhas gerais, o faturamento de uma microfranquia é proporcional ao montante investido. No entanto, há microfranqueados com faturamentos expressivos. Há muitos fatores que influenciam este montante e ainda no lucro que será obtido: a necessidade de ter ou não uma estrutura física para o negócio, custos fixos mensais e contratação de funcionário para dar algum tipo de apoio, entre outros. A dedicação do microfranqueado ao negócio pode ser um diferencial para potencializar os ganhos. É preciso se dedicar!

As microfranquias são regidas pela mesma Lei que rege o sistema de franchising? A franqueadora tem a mesma obrigação em comparação com os negócios que exigem investimentos vultosos?

Sim! A Lei13.966/2019 é para todos os que atuam no sistema de franchising independentemente do formato. Ainda que se trate de uma microfranquia, a franqueadora precisa cumpri-la e também tudo o que ela coloca como obrigação sua no contrato de franquia, tal como transferência de know how, direito de uso da marca, capacitação para operar a franquia, etc. Também precisa ter todos os documentos jurídicos – Circular de Oferta de Franquia e Contrato.  E o franqueado precisa fazer a parte dele também, respeitando o que foi previsto no contrato, além de pagar as taxas devidas, e principalmente, se dedicando ao negócio, conforme as necessidades. 

Como se dá o apoio da franqueadora às microfranquias?

Atualmente, observa-se que o apoio da franqueadora à sua rede – treinamentos, auditorias, etc - acontece bastante de forma remota. E com as microfranquias não é diferente. Dar apoio não significa operar a franquia para o Franqueado, assim, como não significa ter que ficar fazendo visitas. Desta forma, é importante entender se o tipo de suporte oferecido é o que o candidato está esperando, e mais importante do que isso é ter a certeza de que a franqueadora não é obrigada a tocar nenhuma franquia. Quem precisa colocar a mão na massa é sempre o franqueado com o suporte da franqueadora. 

Mesmo sendo um investimento mais baixo, é recomendável ter uma reserva para os primeiros meses?

É sempre recomendável deixar um capital de giro para as despesas fixas da microfranquia nos primeiros meses de operação, por isso, não invista tudo o que você tem! Um descontrole neste sentido pode influenciar, de maneira significativa, o desenvolvimento financeiro saudável da microfranquia. Ainda que o valor de investimento seja relativamente baixo em comparação com uma franquia tradicional, ninguém quer perder o que tem. A gestão precisa ser sempre feita com muito cuidado.

Marina Nascimbem Bechtejew Richter

 

*Marina Nascimbem Bechtejew Richter é advogada, sócia fundadora do escritório NB Advogados. É especialista em direito Societário, Contratos e Contencioso Cível. A advogada tem especialização em Direito Societário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e também em Direito dos Contratos pelo LL. M IBMEC/INSPER-SP. 

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