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Franquias: Conselho é bom para quem?

A Guru do Franchising Thais Kurita, comenta como um conselho pode ser benéfico para uma rede de franquias. Confira!

Franquias: Conselho é bom para quem?

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Não é o conselho, aquele que ofertamos gratuitamente e que, se fosse bom, venderíamos. Não. É do Conselho de Franqueados a que me refiro.

Antes de dizer se é bom ou ruim, vale descrever brevemente o que é um Conselho dentro de uma rede de franquias.

O Conselho de Franqueados é formado por franqueados e por representantes da franqueadora, tendo como função primordial a canalização organizada da comunicação entre a rede e seu franqueador. Normalmente com atribuição consultiva, ele representa – ou ao menos deveria representar – todos os franqueados, desde as cidades mais distantes e com as características mais diversas.

É um órgão informal, mas boa parte das vezes é regido por um regulamento. Não há regras de funcionamento ou de formação, assim, cada marca pode constituir um Conselho com base naquilo que entende ser o melhor para o momento: isso significa que seria possível formar um Conselho por indicação do franqueador ou por votação da rede, sendo essa segunda forma a que traz maior legitimidade para as discussões levadas a esse fórum.

Bem, feitos esses esclarecimentos iniciais, volto à pergunta: Conselho é bom para quem? Será que é um “tiro no pé” do franqueador, a instalação de um Conselho? E se ele se voltar contra o franqueador, teria sido melhor não ter dado voz a esse grupo?  Esses são questionamentos bastante comuns, não apenas para quem ainda não constituiu um Conselho, mas para aqueles que não sabem como trabalhar COM o Conselho também.

O Conselho é um aliado e assim deve ser visto. Isso não significa que os assuntos a serem tratados serão sempre suaves e resolvidos com flores. Mas o Conselho, quando bem alinhado com os princípios e valores da marca, serve como um balizador das condutas aceitas ou não aceitas pela rede. É o ambiente próprio para tratar de assuntos que atingem a todos, trazendo diferentes olhares para uma única questão, o que oferece, inclusive, um certo controle acerca dos riscos envolvidos nas ações adotadas pelo Franqueador que, em última análise, é quem tem direito de baixar diretrizes na condução do modelo do negócio que foi franqueado.  

Além disso, vale destacar que o processo de congregação é espontâneo, ou seja, ele acontecerá querendo o franqueador ou não. Assim, liderar esse processo é essencial para que a comunicação não se disperse e que exista um ambiente seguro onde assuntos de interesse geral sejam tratados de maneira uníssona.

Então, eis um conselho: franqueador, administre sua rede como líder, não seja expectador quando deveria estar com a batuta.

 

Thais Kurita

*Thais Kurita é advogada especializada em franchising, sócia do Novoa Prado & Kurita Advogados.

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