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O impacto da Reforma Tributária no setor de franquias

O momento pode ser decisivo para redefinir a relação entre franqueador e franqueado

O impacto da Reforma Tributária no setor de franquias
Elói Assis Publicado em 30 de Março de 2026 às, 17h50. Atualizado em 30 de Março de 2026 às, 17h50.

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A Reforma Tributária não é mais um debate para o futuro, é uma realidade imediata dos negócios no Brasil. Para o universo das franquias, essa transformação não é apenas uma questão fiscal, mas um momento decisivo que pode redefinir a relação entre franqueador e franqueado. 

A grande questão não é se a mudança deve ser temida, mas como aproveitá-la para fortalecer a rede. O caminho que garante o sucesso é parceria estratégica.

Para a franqueadora, o desafio é orquestrar a consistência da marca em um ambiente tributário dinâmico. Como manter uma política de preços coerente se o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) pode variar entre os milhares de municípios do País? Enquanto isso, na outra ponta, o franqueado lida com a pressão da linha de frente, questionando se seu sistema de caixa dará conta de calcular o imposto corretamente a cada venda ou como garantir o aproveitamento de todos os créditos fiscais, afinal, ele não pode correr o risco de perder margem por falhas que estão além de seu controle.

Diante de um desafio que afeta ambos os lados, a antiga divisão de responsabilidades se torna obsoleta. Tentar navegar a Reforma Tributária com processos manuais ou sistemas de gestão defasados é insustentável. E ainda mais dramático que isso: a reforma pode expor situações em que certas operações, que eram viáveis sob o antigo regime, podem não mais se mostrar economicamente saudáveis.

A solução está na integração e na tecnologia, e a boa notícia é que ela já existe. Um sistema de gestão (ERP) moderno, totalmente integrado à frente de caixa (PDV), funciona como o alicerce dessa nova parceria. É a franqueadora quem deve liderar essa frente tecnológica, assegurando que a inteligência fiscal seja atualizada e distribuída para toda a rede de forma eficiente. Em paralelo, regionalmente, cada loja deve atualizar, junto a seu contador, os tributos locais, devidamente ajustados para a nova realidade brasileira. 

A Reforma Tributária é um divisor de águas que vai expor a fragilidade das redes que operam de forma isolada, mas, por outro lado, vai fortalecer ainda mais as franquias que a enxergarem como um desafio compartilhado. As redes que entenderem que a força da marca depende da eficiência de cada ponto de venda não apenas passarão por essa transição, mas emergirão dela mais fortes e unidas. A questão, portanto, não é de que lado da operação você está, mas quão forte é a sua parceria para enfrentar o que vem pela frente.

Elói Assis* é diretor-executivo de Produtos para Varejo da TOTVS
Imagem: Freepik

*O artigo publicado não reflete, necessariamente, a visão do Portal Sua Franquia, sendo de expressa responsabilidade do autor.

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