Para abrir uma franquia, é preciso afinidade

Enviado em 12/07/2012 às 11:50:31

Adquirir uma franquia pode ser uma maneira de queimar etapas burocráticas na abertura da empresa, mas para começar um negócio no setor é necessário, segundo especialistas, que o empreendedor goste e, principalmente, entenda do que vai oferecer. Apesar de ter um risco menor que começar um negócio do zero, o empresário precisa de orientação e ter um bom planejamento para começar a franquia.

O Paraná é o quarto estado em número de empresas fraqueadas no país. Com 6,1% de participação, fica atrás apenas de São Paulo (35,6%), Rio de Janeiro (12,2%) e Minas Gerais (8%), segundo o último levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF), de 2011.

As microfranquias e os modelos de franquias com investimento inferior a R$ 50 mil estão entre os segmentos mais procurados pelos empresários paranaenses. É o caso da franquia aberta pelo engenheiro civil Diego Moreschi, a Dr. Resolve, especializada em serviços de pintura, reparos e jardinagem em imóveis. O empresário trabalhou na mesma franquia como funcionário por seis anos e, por se identificar com o serviço prestado, resolveu montar seu próprio negócio.

“É uma área que sempre gostei, desde a faculdade. Conhecendo melhor o ramo posso vender o serviço com mais confiança para o cliente. Talvez quem não goste ou não conheça muito não conseguiria, mas está dando muito certo”, comemora Moreschi.

A gerente de marketing da ABF, Keller de Paula, comenta que entre os fatores para o crescimento do segmento no Brasil está a facilidade na compra das franquias e o retorno do valor investido. “O investidor adquire um conceito que já foi testado e deu certo. Em média, em 36 meses o empresário tem o retorno do investimento”, ressalta.

A empresa com o maior número de franquias no estado é do setor de cosméticos, O Boticário, que também lidera no número de unidades franqueadas espalhadas pelo país, com 3,3 mil lojas. A companhia também é líder de faturamento no setor, seguida pelo McDonald’s.

Entre 2010 e 2011, o segmento de franquias cresceu cerca de 17% em faturamento no Brasil. A projeção da ABF para este ano assinala crescimento 15% em relação a 2011.

O professor de marketing do Isae/FGV Roberto Harry Kanter destaca uma das principais vantagens na aquisição de uma franquia: entrar em um negócio testado, com uma marca conhecida e receber a empresa pronta. “Mas para isso, é preciso que o empreendedor goste da área, tendo identidade com o serviço ou o produto. Ele não pode ir por modismo. Por exemplo, não dá para abrir uma escola de inglês – negócio que está em alta – sem saber falar a língua”, recomenda.

Kanter lembra ainda que, apesar de queimar etapas burocráticas, começar uma franquia não é certeza de sucesso. “É preciso dedicação e envolvimento com o negócio. As franquias têm a sua credibilidade, mas, para o barato não sair caro, é preciso planejamento e conversas com os demais franqueados. Além disso, vale lembrar o modelo é fechado e o empresário paga ‘royalties’ pela franquia”, salienta.

Maringá recebe a maior feira do Sul
No início do mês foi lançada a segunda edição da Maringá Franchising Business, evento que ocorre de 30 de agosto a 1.º de setembro no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, no Noroeste do estado.

O evento paranaense é a maior feira de franquias do Sul do Brasil e recebeu 70 marcas na edição inaugural, em 2011. A expectativa do organizador do evento, Sérgio Tacau, é que o número de marcas expostas no evento deste ano fique entre 80 e 90. A feira recebeu 4,3 mil visitantes em 2011 e a projeção é de que o número chegue a seis mil neste ano.

Segundo o organizador, a proposta do evento será mostrar a credibilidade das franquias às pessoas. “O investidor não precisa arriscar com o próprio negócio, basta investir em uma marca consolidada”, destaca.

O empresário Max Silvestrelli optou por entrar no segmento de franquias em 1999. Atualmente ele é dono de três franquias em Maringá e apenas uma delas deve ultrapassar a média dos 36 meses para o retorno do investimento. “A Polo Play teve o retorno muito rápido, em 16 meses. Na segunda, a Mister Kitsch, o retorno veio em 36 meses”, recordou. A terceira franquia de Silvestrelli é a Mister Cat. “A empresa está no terceiro ano. Acredito que o retorno venha em 48 meses.”

Segundo o empresário, a segurança no investimento em franquias o motivou a adquirir a primeira loja. “É seguro porque não precisa inventar nada”, analisou. O empresário lembra, entretanto, que o franqueado precisa sempre saber que existem regras aplicadas pelo franqueador e que não podem ser alteradas.

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