Franquia: negócio garantido

Enviado em 06/02/2012 às 10:47:17

Franquia ou franchising empresarial não é uma prática nova, mas a modalidade de negócio tem ganhado cada vez mais adeptos no mercado. Com um crescimento de 20% ao ano, segundo dados da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomercio), o setor de serviços está entre os que mais devem se expandir em 2012 e, nesse quadro, o comércio se apresenta como um campo promissor.
 
Os motivos são vários: “O empreendedor que deseja abrir o próprio negócio tem diversas vantagens com o sistema de franquias”, diz o consultor e professor de marketing Marco Aurélio Lins. O empresário, de acordo com Marco, começa uma atividade já experimentada no mercado, com sucesso comprovado. Os franqueadores também assessoram na definição do ponto, localização, layout, vitrines, capital de giro, gerenciamento dos estoques, gerenciamento administrativo/financeiro e treinamento sobre vendas e marketing.
 
Jornalista, com um perfil empreendedor desde a época de faculdade, a belo-horizontina Denise Carvalho apostou na ideia e trouxe para Itabira, em maio do ano passado, a Pufolandia. “É um bom negócio, mas como todo empreendimento, tem os prós e contras”, conta. “A possibilidade de dar certo é muito maior em relação à abertura de uma empresa por conta própria, sem uma boa assessoria e auxílio”, avalia.

A Pufolandia nasceu no Sul do país e se expandiu com a proposta de comercializar produtos para um público exigente. De acordo com Denise, somente cidades acima de 200 mil habitantes têm lojas da marca, especializada em pufs. Mas, Itabira, por ter uma população de alto poder aquisitivo, pôde comportar tranquilamente o estabelecimento — localizado na Av. Mauro Ribeiro Lage, no bairro Esplanada da Estação.
 
 O custo-benefício precisa ser criteriosamente avaliado, para que o negócio obtenha êxito, de acordo com o consultor Marco Aurélio. É importante que o empresário, antes de assinar o contrato, faça a verificação de vários fatores relevantes, como: se a marca é reconhecidamente de sucesso; se o franqueador concede todas as assessorias necessárias; se outros franqueados da rede estão satisfeitos, entre outros. É aconselhável, também, levar uma cópia do contrato a um advogado e verificar se o franqueador concede delimitação de área de atuação.
 
O professor, consultor do Sebrae e empresário Giovanni Acácio demorou quase um ano para abrir uma loja da marca Alphabeto, em Itabira. A empresa é especializada em vendas de roupas para crianças. A ideia nasceu quando Giovanni teve a primeira filha. Toda a sua experiência de empreendedor o ajudou a perceber que a cidade não atendia de forma satisfatória o mercado de roupas infantis. Depois de muitas pesquisas e viagens a Belo Horizonte, o empreendimento foi inaugurado na Av. João Pinheiro, no Centro. “As grandes franquias estão vendo que não são só as capitais e grandes centros que têm mercado e estão partindo para o interior, com lojas menores. É uma tendência”, explica o empresário.
 
Sobre a probabilidade de o empreendimento prosperar, a opinão dos franqueados costuma ser a mesma: a aposta é sempre acertada. “Você tem o franqueador na sua loja, que faz visitas, olha como está o arranjo das mercadorias, o funcionamento, acompanha alguma deficiência técnica e faz um relatório”, argumenta Giovanni.
 
Nos casos citados, os valores para tirar os projetos do papel representaram um volume considerável de capital, com os empresários investindo quantias na casa dos seis dígitos. No entanto, existem franquias cujo investimento pode sair por um valor significativamente menor.

O Franqueador
Para as empresas que pretendem se transformar em franqueadoras, segundo o consultor Marco Aurélio, é preciso, primeiro, ter sucesso e solidez reconhecidos no mercado, além de apresentar saúde financeira. “É necessário também que o empresário formate sua organização para o sistema de franquia. Formatar é padronizar seus processos, desenvolver uma proposta séria, formular o contrato etc.”, pontua o consultor. Ele avisa que é um processo demorado.
 
Há 32 anos no mercado, a rede Tia Eliana é um exemplo de organização que conseguiu alcançar resultados positivos com o sistema de franquias. A empresa surgiu em Santa Maria de Itabira e hoje conta com 16 unidades. São 12 lojas próprias, em Itabira, Guanhães, João Monlevade, BR-381, Caeté, Belo Horizonte, Sete Lagoas, Pedro Leopoldo, Timóteo, Ipatinga e Santa Maria de Itabira.

A franquia Tia Eliana custa entre R$ 80 mil e R$ 300 mil, variando de acordo com o ponto escolhido e o mix de produtos a ser explorado. As exigências para se tornar um franqueado são capacidade de gestão do candidato, disponibilidade financeira e perfil empreendedor. A rede já tem quatro franqueados, em Sete Lagoas, Belo Horizonte, Ipatinga e Coronel Fabriciano. Nos próximos seis meses, novas franquias serão abertas em Belo Horizonte e Caeté.
 
Segundo a opinião de especialistas, um importante diferencial quando se escolhe o sistema de franquias é a oferta de condições de profissionalização que o franqueador oferece aos empreendedores franqueados e trabalhadores do comércio.
 
Para o franqueador, a grande vantagem é a possibilidade de expansão de valor e visibilidade da marca de sua empresa sem que seja necessário fazer maiores investimentos, pois os mesmos são feitos pelo empreendedor candidato a franqueado.
 
A desvantagem está no fato de que é necessário haver acordo com os franqueados nas tomadas de decisões estratégicas, pois qualquer mudança afetará a todas as partes envolvidas. Ainda assim, o mais comum é franqueador e franqueado saírem ganhando.

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