Diversificar marcas vira opção para empresários do franchising

Enviado em 08/11/2011 às 12:47:59

De 2006 ao início de 2011, Rodrigo Stocco, 33, geriu cinco franquias de áreas e grupos diferentes: meias, relógios, roupa infantil, acessórios e vestuário feminino. A estratégia “é ter marcas que se complementem”, já que a clientela é praticamente a mesma -o público feminino. “Sou um franqueado profissional”, analisa. Como ele, outros empresários apostam na “teoria dos ovos” -quanto mais diversificados os investimentos, menores os riscos de perda.

Além disso, ao ampliar o número de marcas, perigos como o de saturação de pontos em uma mesma região são minimizados, exemplifica Denis Santini, professor da FIA (Fundação Instituto de Administração) e da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Gerir franquias de diferentes setores é questão de habilidade, avalia Maria Cristina Franco, vice-presidente da ABF (Associação Brasileira de Franchising). “A padronização do setor dá conforto de operação ao franqueado. Se ele está habilitado, não terá dificuldades”, considera.

Renato Leal, 44, diz não enxergar grandes disparidades na administração das três marcas de franquias que tem: duas unidades de academia para mulheres, oito temakerias e duas iogurterias. “As diferenças pontuais são da parte operacional”, afirma. Para o empresário, o fundamental é “entender como funciona o modelo”. Diversificar a cesta, no entanto, requer atenção maior. “O franqueado precisa administrar bem o tempo e saber o tamanho que ele quer [que os empreendimentos tenham]“, reforça Santini.

Embora afirme que gerir duas marcas (agência de câmbio e loja de sapatos femininos) não seja problema, Marcelo Benzecry, 42, reconhece a importância da dedicação integral a uma delas. “Quando foco um negócio, percebo que tenho mais resultado”, pondera. Comparar desempenho das franquias é um erro, considera Santini. Cada uma tem suas particularidades. Investir em marcas pelos resultados que aparentam dar é outro. “Franquia é negócio de longo prazo. É preciso trabalhar com aquilo que gosta”, diz Franco, da ABF. (Folha)

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