Mary Help

O modelo de negócios da rede de franquia Mary Help surgiu por mera necessidade pessoal. José Roberto Campanelli, engenheiro de alimentos por formação com pós-graduação em Marketing, dono de um extenso currículo, apostou em muitas áreas antes de investir no ramo de serviços domésticos e limpeza.

Certo dia precisou encontrar uma profissional diarista para trabalhar em sua casa mas não encontrou. “Pedi para amigos, parentes e vizinhos a indicação de uma diarista que pudesse fazer serviços em minha casa, mas ninguém tinha um nome para recomendar. Achei um absurdo ter essa dificuldade em uma cidade com mais de 400 mil habitantes”, afirma o empresário. Inconformado com a baixa oferta de profissionais domésticos, José Roberto procurou empresas que fizessem diárias em residências, mas só encontrou grandes limpadoras que atuavam em clientes também de grande porte.

Com o resultado negativo da busca e o embasamento em diversas pesquisas de mercado que se sucederam, mostrando o cenário real do trabalho doméstico no Brasil e suas tendências, fizeram o empreendedor embarcar em um novo negócio. 

E foi assim que em abril de 2011 nasceu a pioneira Mary Help Diaristas e Mensalistas, agência com profissionais para limpar, faxinar, lavar e passar roupas, cozinhar, cuidar de idosos, babás, entre outros serviços. Além de agenciar diaristas, as unidades Mary Help fazem processos seletivos de empregados mensalistas e também a terceirização de mão de obra destes profissionais.

Trajetória do empreendedor 

Antes de fundar a Mary Help, José Roberto Campanelli, 61 anos, teve passagens por rede de fast food, joalheria, comercialização de placas entalhadas em madeira, venda de produtos de aromatização de ambientes e chegou até a investir em uma empresa de corretagem de venda de algodão para o Brasil e Ásia.

Empreendedor nata, Campanelli sempre trilhou seu caminho. Quando entrou no mercado de jóias, por exemplo, acreditou que realmente tinha encontrado seu negócio.  Chegou a ter três lojas da rede italiana Blue Spirit, atuando em shoppings centers importantes do Estado de São Paulo, capital e interior.  As mercadorias vendidas eram 100% importadas e o negócio foi iniciado em 1998 quando a 1 dólar equivalia e apenas 1 real. Porém, em janeiro de 1999, o real foi desvalorizado em 80% e pouco mais de 2 anos após, em junho de 2001, sofreu nova maxidesvalorização de 40% chegando 1 Dólar a valer R$ 2,80. Apesar destes revezes, tudo ia bem até 2002, quando a taxa do dólar chegou a R$ 4,00.

Campanelli percorreu um longo caminho até se estabilizar e focar apenas na Mary Help. “Sempre tive espírito empreendedor e por mais que estivesse atuando em minhas áreas de formação, sempre trabalhei em atividades paralelas, que durante muito tempo superaram em rendimentos o que recebia como funcionário na minha carreira corporativa. Passei por muitos setores onde aprendi muito, mas encontrei na área de serviços para residências e pequenas empresas um nicho grande e até então inexplorado. Resolvi, então, apostar todas as minhas fichas”, conta Campanelli.

Nascida no interior

A Mary Help se tornou sucesso inicialmente em São José do Rio Preto onde Campanelli residia e já no final de ano de criação a empresa entrou para o ramo do franchising. O empresário que sempre conciliou diversas funções, só largou realmente as outras atividades que exercia para focar apenas na agência dois anos após a sua fundação.

Hoje a rede está presente em todas as regiões do Brasil, tem 77 unidades franqueadas e em 2017 faturou mais R$ 12 milhões. A Mary Help gera atualmente dois mil empregos e realiza por mês cerca de 20 mil diárias.

O modelo de negócio da marca segue o padrão loja e requer investimento inicial a partir de de R$ 40 mil. Atualmente a rede, já está há 7 anos no mercado e busca novos franqueados para todas as regiões do país e podem ser abertas unidades em cidades com população acima de 70 mil habitantes.

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