O que é e o que não é franquia empresarial

É frequente encontrar-se, em abono da franquia empresarial, referências como as do tipo “cansados de trabalhar muito e ganhar pouco, profissionais de outras áreas resolveram assumir uma unidade franqueada”, em uma clara alusão de que a simples assunção de um negócio em franchising,  faria com que aquelas mesmas pessoas passassem a trabalhar  menos e a ganhar  mais. Nada mais errôneo e ilusório.

Primeiramente, porque franquia empresarial não é nenhum tipo de negócio em si mesmo. Ela é, isto sim, um método ou um sistema de se negociar, cuja versatilidade está demonstrada, universalmente, pela engenhosidade dos empresários. Hoje, praticamente,  tudo é franqueável: da indústria da alimentação,  aos serviços dos Correios; das seguradoras, aos bancos comerciais, dos parques temáticos para o lazer, aos cemitérios parques.

Nem por isso, o fato de um determinado negócio não representar uma franquia formatada, não significa que, por si só, ele não seja lucrativo. Uma coisa é certa, porém, se o negócio não for exitoso, não deve ser franqueado, simplesmente porque franquia não faz milagres.

Mas, mesmo sendo bem sucedido, o negócio do franqueador, na mão de qualquer futuro franqueado, pode não prosperar, basta que este não tenha tino empresarial, não se identifique com aquilo que vai fazer e não se dedique ao seu mister,  com exclusividade e em tempo integral.

Para que um candidato a uma franquia empresarial tenha sucesso, paralelamente às condições subjetivas e personalíssimas antes referidas, é preciso que ele atente para alguns critérios objetivos, a saber:

a) o sucesso do conceito, cuja franquia está em suas cogitações, deve ter sido comprovado na prática, incluindo os respectivos produtos e serviços;
b) deve este mesmo conceito ser  diferenciado, tanto na imagem pública, como no seu sistema e métodos de operação, que, por outro  lado, devem possibilitar sua fácil transmissão e percepção por terceiros;
c) devem ser uma tônica tanto o retorno razoável do  investimento do futuro franqueado, quanto   uma remuneração compatível pelo  trabalho duro que o espera e um rendimento que lhe permita, pagar, sem sacrifícios, os royalties mensais pelos serviços contínuos que lhe prestará o Franqueador.

E, do lado do franqueador, a receita que venha a obter, com o franqueamento de seu negócio, deve ser suficiente para cobrir suas despesas gerais, ocasionadas pelo funcionamento, a contento, de sua rede e, ainda, gerar um lucro razoável.

Fora disso, nada mais será uma franquia formatada. Portanto, não se deixe iludir com os arautos de falsos princípios hedonísticos, porque eles nada tem a ver com o sucesso do sistema da franquia empresarial. Negócios, como, por exemplo, as meras distribuidoras, as agências ou representações comerciais e de seguros, bem como os revendedores, de um modo geral frequentemente concebidos e desenvolvidos através da aplicação de certos princípios que norteiam a franquia, não são, todavia, franchising,  por lhes faltarem elementos vitais como a assistência contínua, por parte do titular do conceito, e a concepção em forma de sistema.

 

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Fonte: Assessoria - www.suafranquia.com

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