Nossos pequenos ditadores

Recentemente, pesquisando o mercado de vestuário infantil, identifiquei uma mudança significativa no comportamento de compra desses itens de primeira necessidade. No passado, as mães reinavam soberanas sobre o que a criança iria vestir, hoje, décadas depois, com as mães enfrentando outros desafios, como, por exemplo, o mercado de trabalho e dos negócios, além da gestão do lar, abriu-se espaço para o crescimento do varejo de vestuário infantil que, ao que tudo indica, deve se preparar para outro ser soberano. A própria criança.

Cada vez mais se vê a necessidade de se satisfazer não só os desejos das mães mas também as exigências dos pequenos. Os pais sabem que apesar de serem os decisores da compra, são amplamente influenciados pela insistência de seus filhos. E isso aumenta de acordo com a idade. Em nossos estudos, verificamos que crianças de 3 a 7 anos influenciam o processo de compra em 65% dos casos. Esse índice chega a 77% quando a faixa etária sobe até os 14 anos. E, a partir dessa idade, eles já começam a decidir efetivamente a compra em 14% dos casos. (Estudo conduzido com internautas do Portal Sua Franquia, empresa do Grupo BITTENCOURT, no período de 2 a 23 de junho. Foram coletadas 215 respostas). 

 

E como as redes de negócios e o varejo em geral podem se preparar para essa nova fase? 

 

Mais do que ficar de olho no que é “moda” para essa garotada, deve-se cuidar da experiência de compra no ponto de venda. Como o aval dos pequenos é de fundamental importância para a realização da compra, a presença deles na loja também é. 

 

E com isso, muitas mães reclamam da falta de segurança ao se fazer compras acompanhadas dos filhos, pois com a mínima distração a criança pode se distanciar ou mesmo interagir com estranhos. Com base nisso, pedem que as lojas, mesmo as de shoppings, cuidem para que sempre se tenha alguém de olho – um monitor, segurança ou pelo menos um circuito interno - que possa proporcionar maior conforto na hora da compra.

 

Outro desejo compartilhado pelas mães é que a loja ofereça algum tipo de entretenimento para os pequenos. Seja um filme, um corner de diversão, ou mesmo alguns mimos como água, sucos e doces para que eles fiquem entretidos enquanto ela realiza a compra com mais tranquilidade. Uma criança impaciente certamente dificulta a realização da venda, encurtando o tempo da mãe na loja.

 

E porque não investir na tranquilidade da mãe ao realizar a compra? Certamente já se ganha diferencial frente à concorrência e pode garantir um ticket médio maior a cada nova venda. E qual a indústria que não deseja maior volume de compras pelo consumidor? 

 

No caso do mercado têxtil, não é novidade que este vem passando por um período nebuloso no cenário econômico nacional, a indústria sofre não só com os altos tributos, mas também com a concorrência da produção em mercados asiáticos. A China hoje responde por mais de 47% da produção têxtil mundial e, o nos últimos 3 anos o número de empregados na indústria têxtil nacional decresceu 0,5% (segundo dados do Instituto de Estudos e Marketing Industrial e Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção). Reflexo não apenas da terceirização da produção mas também das compras realizadas pelos brasileiros fora do país. 

 

Não faltam motivos para deixar o consumidor mais à vontade em suas compras aqui mesmo no Brasil. Atender a uma demanda ainda não explorada de experiência no ponto de venda ajuda não só o varejo de vestuário a se reerguer, mas traz de volta um consumidor que anda transitando em terras estrangeiras. 

 

Caroline Bittencourt, é sócia e diretora de Inteligência de Mercado do Grupo BITTENCOURT

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