Governança corporativa: um pilar para a sustentabilidade e perenidade

Por Alexandre Silva Rosa*

Franquia

Ao longo dos últimos anos, houve um aumento significativo das discussões envolvendo tópicos de ESG na gestão de companhias em todo o mundo. Apesar de os aspectos sociais e ambientais estarem ganhando cada vez mais destaque, o pilar mais avançado no Brasil atualmente e pauta nas médias empresas familiares é o da governança corporativa.

 

Em um cenário onde mudanças rápidas são praticamente rotineiras, é necessário se adaptar. E quem investe em governança corporativa sabe que este é um princípio que está cada vez mais em ascensão e que gera valor a longo prazo, promove o crescimento da empresa, assegura a sustentabilidade na trajetória da empresa e sua perenidade, aumenta a competitividade, além de harmonizar e equilibrar as relações societárias e familiares.

 

Desde a criação do Novo Mercado no ano 2000, o mercado brasileiro vem estabelecendo um padrão de governança, com a adesão de práticas e obrigações específicas visando o aumento da transparência na divulgação de informações para o processo de tomada de decisão dos acionistas e investidores. O CFA Institute, por sua vez, divulgou no final de 2021 seu ‘Global ESG Disclosure Standards for Investment Products’, que estabelece parâmetros de transparência que os gestores poderão seguir. E algumas gestoras já tomaram o assunto para si, como é o caso da BlackRock que incluirá uma espécie de termômetro “verde’ em seus fundos.

 

No Brasil, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), publicou também no final de 2021, novos critérios para identificar fundos de investimento sustentáveis. As novas regras incluem não somente o cumprimento de diversos critérios aplicáveis ao fundo, mas também requisitos para a gestora. Foi priorizada, ainda, a adoção de regras que estabelecem princípios a serem seguidos pelas casas e foi criado um novo sufixo IS (Investimento Sustentável) para os fundos que estejam alinhados. As regras entraram em vigor no dia 3 de janeiro de 2022 e os fundos terão 12 meses para se adaptarem. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) criou uma nova regra com a Resolução CVM 59, de 22 de dezembro de 2021, alterando a Instrução CVM 480, que começa a valer a partir de 2023. Com isso, o formulário de referência, documento que reúne as principais informações sobre as companhias abertas, passará a exigir dados sobre as práticas ambientais, sociais e de governança. Assim, o investidor passará a ter acesso a dados no mesmo documento no qual são divulgadas informações de ordem econômico-financeira da empresa.

 

Essa é uma das principais discussões atreladas à agenda ESG, uma vez que hoje não existe um padrão internacional - nem nacional - para a divulgação dessas informações. Embora existam diretrizes sobre o tema, muitas empresas ainda se baseiam em critérios subjetivos ao se apresentarem como sustentáveis, prática que pode resultar em greenwashing.

 

O greenwashing é uma prática enganosa que se contrapõe à ética que está sendo exigida das empresas no século XXI. Por mais que pareça interessante e tentador mostrar para seus clientes que sua empresa está sendo ecologicamente correta e amiga do meio ambiente, não o faça se não for verdade. Hoje, mais do que nunca, clientes não toleram mais discursos dissonantes. Autenticidade e transparência são os arcabouços fundamentais para corporações que querem conquistar o coração dos usuários. Construção de marca, posicionamento, propósito e valores significam negócios.

 

Sem uma boa governança corporativa, não é possível a implementação eficaz de ações sociais e ambientais e o alinhamento dos objetivos da companhia à criação de valor de longo prazo para seus acionistas e a sociedade em geral. Sob o guarda-chuva da governança são definidas as regras e os procedimentos a serem observados para a tomada de decisão das companhias, desde a elaboração de políticas até a determinação de direitos e responsabilidades entre os seus diferentes participantes, incluindo o conselho de administração, os diretores, os acionistas, as partes interessadas e o mercado em geral. Dessa forma, a elevação dos padrões de governança corporativa está diretamente ligada a um aumento na transparência com que as empresas se relacionam e se comunicam com o mercado e seus acionistas, administradores, colaboradores e parceiros.

 

Não é por acaso que, ao longo dos últimos anos, as companhias com boas práticas de governança corporativa apresentaram uma performance superior aos índices de mercado em geral tanto nos Estados Unidos como no Brasil. Tendo em vista a evolução do mercado brasileiro sobre o assunto, não basta a mera divulgação de informações sobre integridade, políticas e códigos de ética e conduta. É fundamental que as empresas e todos os seus stakeholders percebam o valor que a efetiva adoção de boas práticas de governança gera em suas relações, na gestão de seus negócios e na forma como é percebida pelo mercado e pela comunidade na qual está inserida.

 

Utilizando uma metodologia exclusiva, a qual é aplicada por consultores seniores, a GoNext Governança e Sucessão tem orientado, ao longo de mais de uma década, aproximadamente 200 famílias empresárias nos melhores caminhos para que possam administrar sua governança.

 

*Sobre - Alexandre Silva Rosa

Alexandre Silva Rosa é formado em administração de empresas com sólida experiência em Franquias - Gestão Operacional, Comercial, de Qualidade, processos e procedimentos. Atualmente é o Head de Franquias da GoNext Governança & Sucessão. Em experiências anteriores, teve sua trajetória em grandes empresas como a BR Distribuidora - atuando na gestão das franquias BR Mania e Lubrax+(Petrobrás); o Grupo Madero - atuando na área de qualidade; a Holding de franquias SMZTO - atuando na gerência de operações; e até uma experiência internacional na Subway Argentina - desenvolvendo a expansão do território sul da Argentina e atuando com consultorias. É um profissional com forte inteligência emocional, engajado, organizado, pró-ativo, hands-on e com foco em resultados concretos.

 

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