Aqui estão quatro aspectos inovadores sobre... Inovação!

*Por Heloísa Capelas

Está todo mundo querendo inovar e não é de hoje. Independentemente de setor, porte ou especialidade, as empresas em geral buscam por novos processos de gestão, novos modelos de negócio, novas relações trabalhistas, enfim, por toda e qualquer renovação que possa ser empreendida em benefício de melhores resultados – o que, evidentemente, também abrange a todos nós, os recursos humanos propriamente ditos.

O estímulo à inovação está tão fortemente presente no dia a dia das nossas companhias, seja na operação, seja nos cargos de gestão e direção, que alguns profissionais já relatam exaustão mental e emocional por se sentirem pressionados a inovar. Sob sua perspectiva, há aspectos tão práticos, tão lógicos ou tão costumazes da rotina de trabalho que, para o desespero do ‘inovadores’ de plantão, não parecem ser passíveis de qualquer mudança.

Mas aqui está o gap: porque miram em objetivos grandiosos e de altíssimo impacto, muitos ignoram o caminho que há por detrás da inovação efetiva. Por imediatismo, acham que terão um insight inovador de repente, do dia para a noite, um pensamento tão poderoso que conduzirá a uma mudança eficaz e diferenciada; enfim, uma solução que será digna de aplausos e reconhecimentos e marcará seus nomes para sempre na história.

Quem dera pudéssemos todos inovar assim, mas não, não é o que acontece!

Para se criar algo efetivamente novo, nunca feito antes, é preciso e obrigatório cometer e converter pequenos erros em aprendizados, vivenciar pequenas conquistas e costurar a colcha de retalhos que, eventualmente, gerará uma transformação grandiosa.

Como especialista em autoconhecimento e inteligência emocional há mais de três décadas, tive a oportunidade de trabalhar com alguns dos maiores líderes do mercado nacional. E o que mais se sobressai em suas personalidades é a consciência de que errar é essencial para inovar. De que o novo só será melhor que o velho após muita tentativa e muito erro.

Por isso, preparei uma lista com cinco aspectos inovadores sobre inovação, ou seja, cinco breves considerações que, talvez, nunca tenham passado por sua mente na sua própria trajetória de inovação.

1 – Para inovar, é preciso perdoar

Não é óbvio? Se você não souber como perdoar a si mesmo(a) ou aos outros pelas falhas, criará um ambiente desfavorável a tentativas. Ou seja, não há espaço para erros quando e se os erros constantemente levam a punições e autopunições. Nesse caso, pode ter certeza de que sempre prevalecerá a regra de que ‘em time que está ganhando, não se mexe’.

2 – Para inovar, é preciso amor-próprio

 “Você não tem competência”; “você não é capaz”; “você nunca vai conseguir”, “melhor desistir logo”. Sabe aquela vozinha que fica buzinando na sua cabeça toda vez que você falha? Pois é: enquanto ela não for calada, muito provavelmente, será difícil encontrar o caminho da inovação. E a melhor forma de removê-la é a partir do amor-próprio, que lhe mostrará como praticar uma autocrítica equilibrada, em vez de pensamentos autodepreciativos e autodestrutivos.

3 – Para inovar, é preciso autoconsciência

Se você patina, patina e patina para inovar, mas não conseguiu se reconhecer nos tópicos anteriores (“vozinha? eu não tenho ‘vozinha’ nenhuma”; “Punição? Eu não puno ninguém, apenas digo que não gosto de erros”), peço para que volte os olhos para dentro e procure identificar com sinceridade: o que é que você está se dizendo e se contando de tão sério e de tão autodestrutivo que não consegue, nem mesmo, ouvir? Quais pensamentos negativos estão tão inseridos no seu fluxo mental que, diante da minha proposta, você nem mesmo consegue reconhecer? Autoconsciência: o pior adversário que você pode encontrar no seu caminho de inovação é você mesmo. Reconheça quais pensamentos e comportamentos seus estão jogando contra a sua própria criatividade.

4 – Para inovar, é preciso intuição

Intuição é sua parte pronta, sua sabedoria interna, sua inteligência espiritual. Ela já está aí, dentro de você, pronta para ser ouvida e acessada sempre que desejar. Mas, para que possa escutá-la, precisará equilibrar suas emoções e seus pensamentos.

Por fim, para encerrar, eu só quero reiterar que inovação não é algo que acontece de fora para dentro: você inova a partir de si, sempre que escolhe diferente. Isso é o que fomentará sua criatividade, sua capacidade de pensar no que nunca pensou, de fazer como nunca fez.

 

Comece devagar. Dê o primeiro passo. Com disciplina e paciência, pratique uma ação por dia.

Que tal almoçar num restaurante diferente hoje?

Que tal ir para o trabalho por um outro caminho?

Mudar a ordem das atividades do dia?

Reorganizar sua mesa de trabalho?

 

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