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Nordeste: novo eldorado para as franquias.

Enviado em 21/06/2008 às 20:56:57
Com economia e varejo em expansão, região tem espaço de sobra para o crescimento de redes do franchising

Região mais pobre do Brasil, o Nordeste carrega a contradição de ser também um dos maiores mercados consumidores do país. Os Estados nordestinos, que concentram 51 milhões de habitantes, oferecem enorme potencial para a expansão de franquias, locais ou de fora. A comprovação está no varejo local, que registra crescimento acentuado, bastante superior à média observada no restante do país.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o varejo dos nove Estados da região cresceu 17,7% entre maio de 2005 e o mesmo mês deste ano. No Sudeste, por exemplo, o índice ficou abaixo dos 7% no mesmo período. Outro estudo, da consultoria Gouvêa de Souza & MD, para o relatório “Comportamento Futuro do Varejo”, aponta para a mesma direção: as vendas reais na região devem crescer 9,8% em 2006, mais do que o dobro dos 4,5% da média nacional.

Na esteira do programa Bolsa Família, o crescimento do comércio reflete a procura por itens como computadores, telefones celulares, eletrodomésticos e materiais de construção. De olho neste potencial, empresas de grande porte buscam instalar-se na região. São os casos de Elma Chips, no Recife/PE; Nestlé, em Feira de Santana/BA; e Bunge Alimentos, em Urucuaí/PI. O Estado de Pernambuco, segunda economia local, recebeu 73 indústrias alimentícias apenas nos últimos anos.

Este novo cenário apresenta novas perspectivas para o sistema de franchising, que, apesar de ter movimentado R$ 35 bilhões no último ano, registra participação relativamente pequena no varejo do Nordeste. Basta dizer que as franquias ocupam apenas 20% dos espaços comerciais em alguns shoppings da região. O momento, avalia a consultora Ana Vecchi, da Vecchi & Ancona Estratégia e Gestão, é propício para que os negócios sejam direcionados para este mercado.

“Trata-se de um mercado muito promissor, que merece ser observado com mais atenção pelos empreendedores. Existe espaço para trabalhar com um mix interessante de novos produtos. Com o passar do tempo, é natural que o varejo do Nordeste supere algumas de suas deficiências, aprimorando o conceito de prestação de serviços e promovendo mudanças culturais no atendimento ao cliente”, comenta Ana Vecchi.

A consultora faz apenas um alerta aos investidores que pretendem levar novas franquias para o Nordeste: “É preciso levar em conta as características regionais e a cultura local, inclusive em termos de linguagem e relacionamento com o público. São muitas as diferenças e os detalhes podem fazer a diferença”, conclui.
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